Foto: Divulgação/Ari Versiani/PAC
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*Artigo escrito por Nadia Moreira, professora, coordenadora do programa acadêmico de Pós-Graduação da Fucape. Membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Inovação e Tecnologia de 2025 do Ibef-ES.

O Espírito Santo ainda depende fortemente de combustíveis fósseis: 76% da energia consumida vem dessas fontes, segundo o Balanço Energético Estadual 2023 da SEAMA-ES.

Apesar disso, avanços tecnológicos estão abrindo caminho para uma transição capaz de manter a competitividade econômica enquanto reduz a pegada de carbono.

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Um exemplo é a modernização das termelétricas a gás. Conforme a Apresentação Institucional e Estratégia de Transição Energética da ES Gás (2024), novas configurações operacionais permitem maior eficiência.

Além disso, já deixam as plantas preparadas para receber biometano ou hidrogênio no futuro — solução que garante segurança de suprimento enquanto fontes renováveis ganham escala.

Eólica offshore: nova fronteira energética no litoral capixaba

A energia eólica offshore é outro vetor de mudança. Estudos do Governo do Estado e dados da Agência iNFRADebate (2024) apontam mais de 11 GW em projetos de licenciamento. Liderados por empresas como Equinor, Petrobras e Shell.

O uso de turbinas de última geração e modelagem avançada de ventos torna viável explorar um potencial antes subestimado, com ganhos de produtividade e redução de custos.

Também ganham destaque iniciativas em hidrogênio verde e captura e armazenamento de carbono (CCUS).

O Programa Estadual GERAR Hidrogênio (Decreto 5416-R/2023) e o protocolo firmado entre Petrobras, Findes e Governo do ES (2024) posicionam o estado nas cadeias globais de energia limpa.

Na indústria, a parceria entre EDP e ArcelorMittal Tubarão (2023) para testar hidrogênio verde na produção de aço mostra a aplicação prática dessas tecnologias.

Biomassa e biometano fortalecem a economia local

A diversificação passa ainda pela biomassa e pelo biometano. Segundo dados da SEAMA-ES e da Energisa/ANEEL (2024), tecnologias de purificação e aproveitamento de resíduos agroindustriais já ampliam a geração renovável e fortalecem a economia local.

O LIDE-ES (2025) destaca que essas soluções têm efeito multiplicador: atraem investimentos, criam empregos qualificados e reforçam a imagem do estado como polo de energia limpa.

No Espírito Santo, a transição energética é um campo fértil para negócios. Projetos movidos por tecnologia exigem modelagens financeiras sólidas, sendo assim, com análise de riscos regulatórios e visão de longo prazo.

Por fim, antecipar-se a esse movimento significa ocupar espaço em um mercado de energia em rápida transformação, no qual a inovação deixou de ser diferencial para se tornar essencial para maior competitividade e sustentabilidade dos negócios.

Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.

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