A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante encontro para a assinatura do acordo. Foto: MANISH SWARUP/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante encontro para a assinatura do acordo. Foto: MANISH SWARUP/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após quase duas décadas de negociações, a Índia e a União Europeia (UE) anunciaram nesta terça-feira, 27, que chegaram a um acordo de livre comércio para estreitar os laços econômicos e estratégicos. O acordo — apelidado de “a mãe de todos os acordos” — poderá impactar até 2 bilhões de pessoas.

A parceria também representa um dos maiores compromissos bilaterais em matéria de comércio e surge num momento em que Washington visa tanto a Índia quanto a UE com elevadas tarifas de importação.

“Este acordo trará grandes oportunidades para os povos da Índia e da Europa.” Disse o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em um discurso virtual em uma conferência de energia. “Ele representa 25% do PIB global e um terço do comércio mundial.”

A Índia e a UE também concordaram com um acordo-quadro para uma cooperação mais profunda em matéria de defesa e segurança. E com um pacto separado destinado a facilitar a mobilidade de trabalhadores qualificados e estudantes, sinalizando que a sua parceria vai além do comércio.