
Márcio Brotto de Barros, sócio e CEO da Bergi Advocacia, foi reconhecido na categoria Escritório de Advocacia na pesquisa Líder Empresarial 2025. Com mais de 45 anos de atuação e reconhecimento nacional nas áreas tributária, societária, empresarial e de comércio exterior, a Bergi consolidou, no ano passado, a internacionalização de negócios – especialmente nas pontes Brasil–Europa –, fortaleceu a governança interna e entregou operações estratégicas para grandes grupos.
Para 2026, a agenda mira crescimento estruturado, com foco em qualidade, inovação responsável e cultura organizacional sólida.

O tema do Líder Empresarial deste ano é “Tradição se renova com excelência”. O que tem de tradição, de renovação e de excelência na sua liderança?
A tradição está nos valores que nunca mudaram: ética, responsabilidade, seriedade técnica e respeito às pessoas, clientes e instituições. A renovação está na forma de gerir, de ouvir, de usar tecnologia e de entender o negócio dos clientes de maneira mais estratégica. E a excelência surge quando conseguimos unir o que aprendemos ao longo de décadas com uma atuação moderna, eficiente e alinhada às novas demandas do mercado empresarial.
O que você preservou (e ainda preserva) do legado da empresa que você lidera e o que reformulou ao longo do tempo para elevar o padrão?
Preservei o compromisso com a qualidade técnica e com relações de longo prazo, que aprendi com nosso saudoso fundador, Dr. José Osvaldo Bergi. Sempre fomos um escritório que constrói confiança. O que reformulei foi a gestão: profissionalizamos processos, investimos em pessoas, tecnologia e planejamento estratégico. Isso está elevando o padrão de entrega e tornando o escritório mais preparado para atuar em operações e disputas cada vez mais complexas.
Que prática de gestão virou ritual na sua organização e que ajuda a explicar o seu reconhecimento como liderança no seu segmento?
A proximidade. Conversar, alinhar expectativas, dar retorno claro e a rapidez que o cliente espera. Reuniões frequentes, transparência nas decisões, aperfeiçoamento na comunicação e acompanhamento próximo dos times viraram rotina. Liderança, para mim, se exerce com proximidade.
Qual risco uma liderança de excelência aceita e qual nunca aceitaria? O que é negociável e inegociável na sua gestão?
Aceito o risco de mudar, de investir, de sair da zona de conforto. Não aceito risco ético. Resultado é importante, mas nunca acima da integridade. O negociável é a forma de fazer; o inegociável é o princípio.
E como você forma líderes abaixo de você? Quais são os critérios e atributos que mais incentiva e desenvolve?
Formo líderes pelo exemplo e pela confiança. Delego, acompanho e cobro responsabilidade. Incentivo visão de negócio, senso de dono, capacidade de decisão, equilíbrio emocional e respeito às pessoas e aos clientes. Liderança não é cargo, é postura.
A excelência surge quando conseguimos unir o que aprendemos ao longo de décadas com uma atuação moderna, eficiente e alinhada às novas demandas do mercado empresarial.
Qual o papel da liderança para conduzir a empresa e liderados em relação a temas atuais, como ESG, diversidade, saúde mental, gestão pautada nas pessoas…?
O papel da liderança é dar o tom. Esses temas não podem ser apenas discurso. Precisam estar incorporados à cultura, nas decisões do dia a dia. Gestão responsável, ambiente saudável, diversidade e respeito não são tendências; são obrigações de quem lidera.
Se você tivesse que ensinar uma única regra de liderança, qual seria?
Cuide das pessoas, e elas cuidarão do negócio. Sem pessoas engajadas, não existe excelência sustentável.