Setor imobiliário
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*André Pretti é CEO da Mivita Construtora

Em um cenário político e econômico marcado por incertezas e transformações – tanto local quanto globalmente -, segurança, valorização e confiabilidade seguem sendo atributos importantes quando se pensa em investir. 

Enquanto setores como o mercado de ações e de criptomoedas se mostram mais sujeitos às oscilações e à volatilidade que fogem ao controle, o mercado imobiliário continua a atrair capital graças à sua resiliência histórica e a seu potencial de valorização constante, que ganha mais força quando há situações de retomada do emprego, aumento gradual da renda e de investimentos em infraestrutura.

Em um mundo que todo dia nos surpreende com mudanças capazes de abalar mercados e mudar o rumo das coisas, investir em imóveis funciona como um “porto seguro” diante da oscilação das marés e das intempéries de um “mar revolto”. 

A valorização imobiliária e os contratos de locação reajustados periodicamente, por exemplo, garantem uma fonte de renda passiva previsível.

Além disso, a associação entre a solidez de um ativo físico e as novas ferramentas digitais de gestão transformam o investimento em imóveis em um legado familiar robusto e um instrumento estratégico de diversificação patrimonial.

André Pretti é CEO da Mivita Construtora
André Pretti é CEO da Mivita Construtora. Foto: Divulgação/Acervo pessoal

No Espírito Santo, as características comuns ao mercado como um todo ganham novos e importantes contornos regionais. Em todo Estado, e mais especificamente na Capital e nos demais municípios da Região Metropolitana, vivemos um momento único. 

A combinação de um robusto pipeline de investimentos industriais, estimados em mais de R$ 100 bilhões, a segurança jurídica conquistada, a reconhecida qualidade de vida capixaba e a escassez de terrenos em áreas nobres criou um cenário de valorização acelerada, que é, ao mesmo tempo, um chamariz para investidores e uma garantia de retorno para o investimento.

E, se há fatores externos ao setor imobiliário em si funcionando como alavanca, há também um movimento interno de evolução e profissionalização sem precedentes. Afinal, não há dúvidas do salto qualitativo do mercado imobiliário de hoje em relação ao que se via há 20 ou 30 anos.

O mercado se preparou, se capacitou e se sofisticou, e a dinâmica social transformou o perfil dos ativos mais valorizados.

Em 2026, está claro que a valorização não se fundamenta apenas na metragem ou mesmo na exclusivamente na localização. Há novos atributos em jogo relacionados à inteligência, à eficiência, à sustentabilidade, ao bem-estar e à tecnologia integrada.

Tudo isso com o propósito de ir ao encontro do que potencial comprador ou locatário tem de mais precioso: seu sonho e seu projeto de vida.  Há, então, empreendimentos de luxo que, mesmo em um grande centro, proporcionam contato com a natureza, espaços comuns para trabalho e lazer, e verdadeiras experiências no campo da moradia e do bem viver.

Há ainda apartamentos compactos que tornaram ativos de alta liquidez, especialmente quando oferecem infraestrutura de coworking e automação residencial, atendendo a um público jovem que prioriza a mobilidade e o regime de trabalho híbrido. 

Há a implementação de sólidos projetos de sustentabilidade que deixam de ser apenas um diferencial estético para se tornar um ativo financeiro importante: imóveis com eficiência energética e certificações ambientais apresentam menor taxa de vacância e maior valor de revenda, protegendo o investidor contra a obsolescência precoce. 

A tecnologia, de forma geral, se tornou também uma grande aliada. Plataformas digitais, visitas virtuais e contratos eletrônicos tornam o processo de compra, venda e locação mais ágil e seguro.

A inteligência artificial contribui em várias etapas do processo que culmina em um novo empreendimento: da avaliação de potencialidades das áreas disponíveis ao planejamento.

Ou seja, temos diante de nós um cenário em que múltiplos e diversificados fatores levam a concluir que o imóvel no Brasil e no Espírito Santo é hoje uma moeda forte, protegida pela demanda, pela valorização e pela evolução do mercado. Que saibamos aproveitar e fazer a diferença.