Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Nov 2019
9
Ricardo Frizera
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porRicardo Frizera

Nov 2019
9

O que muda na Bolsa com Lula livre?

Entendemos que as reformas podem ser prejudicadas caso Lula se fortaleça fora da cadeia. No mesmo sentido entende o banker Tiago Pessotti, da APX Investimentos/BTG Pactual, com quem conversamos. Para ele, os impactos sobre os acontecimentos devem ser ponderados. Em primeiro lugar, destaca, a libertação de Lula não muda o fato que ele continua condenado e sem direitos políticos.

No entanto, diz Pessotti, conhecemos o apelo popular de Lula e a capacidade de fazer palanques. Isso pode ser algo grave em um momento em que reformas impopulares e importantíssimas devem ser aprovadas tendo em vista a reestruturação do Estado e da economia brasileira.

Cabe aqui, leitor, a seguinte reflexão: grande parte da valorização vista até agora no Ibovespa se deve à sinalização e execução das reformas (com destaque para a Previdência) e a mudança na direção da politica econômica que levaram os juros aos menores patamares da história. Esse cenário abriu espaço para discussão da reforma administrativa e tributária, que, junto com o inicio da recuperação econômica, daria ao Brasil um outro fôlego para as ações.

Esse é o caminho para voltarmos para o ‘grau de investimento’ e para atrair os estrangeiros de volta às ações brasileiras, o que valorizaria tanto a bolsa como o real frente ao dólar. No entanto, caso Lula retorne com poder de fogo para impedir o curso dessa tese, poderíamos ver uma mudança de direção do mercado se a esquerda conseguir pautar suas políticas econômicas intervencionistas.

Dado o exposto, podemos dizer que um ajuste de curto prazo pode ser uma oportunidade para voltarmos às compras na Bolsa, que já acumula alta de 22% no ano apesar da correção pontual de ontem (8) e ainda tem expectativas de crescimento de retornos acompanhado a melhora dos indicadores das empresas nesse momento de retomada.

Palavra do Especialista

Queda dos juros não é repassada para o consumidor

O debate sobre o spread auferido pelos bancos e demais instituições financeiras no Brasil é frequente, especialmente porque somos um dos líderes do quesito no mundo. Dada a frequência do debate, ouve-se recorrentemente que o problema está na concentração do mercado de crédito em poucas companhias.

Analisando mais tecnicamente o fato, percebe-se que em cenários de aumento da taxa básica de juros, a SELIC, os bancos corrigem a taxa de juros das operações de crédito para pessoas físicas muito mais rapidamente do que em cenários de queda da SELIC, o que pressiona o aumento da lucratividade das instituições financeiras.

Tais dados levantam o questionamento sobre quais mecanismos podem garantir uma correção de taxas de juros mais equilibrada. É certo que um mercado de crédito com mais concorrência tende a entregar taxas mais alinhadas com o cenário macroeconômico do país, assim como a exploração de produtos de crédito com garantias.

O Sistema Financeiro Nacional, através do BACEN e da CVM, vem criando mecanismos que facilitam a entrada de novos ‘players’ nesse mercado, especialmente as ‘fintechs’, que tendem e transformar tal cenário.

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Ibovespa renova altas, mas ainda está abaixo da máxima de 2010 em dólares

Quando vemos notícias de que a Bolsa de Valores atingiu máximas históricas, quase sempre vemos o índice Ibovespa cotado em reais. No entanto, quando dividimos a cotação da bolsa pelo valor do dólar do mesmo dia, temos a Ibovespa em dólares. A partir desse índice, vemos que a Bolsa ainda está em níveis 40% inferiores a máxima de 2010 e em níveis similares aos de 2017. Sinal de que ações ainda guardam boas oportunidades? No gráfico, Ibovespa em US$ entre 2007 e 2019. Divulgação: BTG Pactual.

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Reforma da Previdência tramita em 14 estados– veja o andamento no Espírito Santo

Atualmente, 14 governadores já anunciaram suas próprias reformas previdenciárias ou se prepram para apresentar projetos às respectivas assembleias. Em comum, essas propostas tendem a replicar exigências da Reforma da União, que inclui a adoção de idade mínima e aumento do tempo de contribuição. No Espírito Santo, as regras previdenciárias deverão estar em linha com as novas regras federais, já que, por lei, algumas regras estaduais precisam espelhar as da União. Sem mudanças na previdência estadual o rombo do ES será de R$37,3 bi até 2030.

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Warren Buffet desaprendeu a investir?

Uma das maiores referência em investimentos da história e atual 'top 3' mais ricos do mundo, Warren Buffet, 'chairman' da Berkshire Hathaway, acumulou nos últimos 12 meses uma performance de 6% do book de ações da empresa contra 22% do índice americano Dow Jones. Teria o "mago de Omaha" desaprendido a investir? De maneira alguma. Na verdade Buffet tem adotado uma estratégia mais conservadora– aumentar a quantidade de dinheiro em caixa. Atualmente, a Berkshire tem uma pilha de US$128 bilhões disponíveis. A explicação para essa estratégia é simples: em tempos de crise, empresas com mais caixa ficam mais protegidas. Estaria Warren Buffet se protegendo de uma crise?

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