Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Fev 2020
9
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Fev 2020
9

E se você perdesse R$100.000?

Bernardo Fusato | Em 2020 o investidor estrangeiro já retirou R$ 11,3 bilhões da bolsa brasileira. Todavia, isso não significa que a exposição deles tenha reduzido. Por exemplo, se investirem R$ 100 bilhões e a bolsa subir 20%, a posição total será de R$ 120 bi. Mesmo se retirarem R$ 10 bi, a exposição à bolsa brasileira teria crescido 10%, para R$ 110 bilhões.

O que dá para afirmar é que eles não têm investido dinheiro novo. Sim, isso é verdade! O que tem, portanto, gerado a alta que observamos nas ações?

Você, eu, e inúmeros outros brasileiros que têm aumentado a exposição em ativos e produtos de investimento de renda variável. A maior parte desse movimento foi ancorado pelo investidor doméstico.

O motivo é claro: o CDI não rende mais “nada”.

Essa migração do investidor para a bolsa tem diversos efeitos benéficos, mas a cautela também é necessária. Do ponto de vista positivo, o dinheiro investido em ações é um capital produtivo que será utilizado na expansão de negócios. Isso acaba gerando expansão da economia e criação de riqueza através da geração de empregos e melhora na qualidade de vida no longo prazo.

Mas o investimento em renda variável tem um problema que precisa ser “trabalhado”. O grande problema da renda variável é: ela varia. Pra cima e pra baixo.

Sei que você sabe disso, é claro. Mas é importante reforçar o ponto porque nos últimos 2 anos tivemos um crescimento grande de novos investidores na bolsa, que nunca haviam se exposto antes.

Como sabemos, a bolsa não sobe de forma linear. Mas chamo atenção aos períodos de baixa, que chegaram até em 21,80%, sendo a maioria próximo de 10%. É a isso que você está exposto agora.

Isso é ruim? Não. É bom? Também não. É só um fato, uma realidade. Faz parte da essência da bolsa de valores.

Estou levantando esse ponto por um único motivo: em período de otimismo, tendemos a aumentar nossa exposição ao risco, exatamente porque a percepção de risco é menor. Mas essa não é necessariamente a realidade.

Além disso, nesse momento surge o que chamamos de FOMO – Fear Of Missing Out, que seria traduzido por “medo de perder oportunidades”. O que nos leva a agir mais ainda de forma irracional e tomar mais risco.

Vamos fazer um exercício, imagine que suas ações caíssem 10% hoje. Você tinha R$ 1.000.000,00 e agora só tem 900 mil. Como se sentiria? Pensaria em vender tudo? Embrulharia o estômago? Perderia o sono? Teria gastrite nervosa?

Fica aqui minha mensagem: cada investidor tem uma tolerância ao risco. Não existe melhor, pior, certo ou errado.

Com bons assessores e com o aprendizado sobre mercado, ações, renda variável, tendemos a aumentar nossa tolerância porque sabemos de fato o que estamos fazendo.

O mais importante é que sua carteira de investimentos esteja adequada ao seu perfil de risco e objetivos de curto, médio e longo prazo.

Por isso também ressalto a importância de profissionais qualificados e focados em estruturar e acompanhar seu portifólio.

Lembre-se: os investimentos foram feitos para fazer sua vida melhor, e não pior. Se você está preocupado demais, nervoso e ansioso, talvez seja a hora de rever sua exposição!

Palavra do Especialista

Os perigos da nova queda da taxa de juros (Selic)

Depois de quantro reduções de juros em 2019, mesmo com a elevada incerteza, o Banco Central (BC) voltou a reduzir a taxa Selic para 4.25%, o que aumento ainda mais a taxa de câmbio no Brasil, isto é, a cotação do dólar. Logo, é importante entender algumas das consequências desta queda do juros e do consequente aumento da dólar.

Em primeiro lugar, o dólar alto pode elevar ainda mais a inflação, obrigando o Bnaco Central a voltar a subir os juros, já que o valor do dólar e os juros se comportam de maneira inversa. Esse cenário, sem dúvidas geraria mais instabilidade no mercado doméstico.

Em segundo, o aumento do câmbio transfere renda dos produtores de bens comercializados no mercado brasileiro (serviços, ou não-exportáveis) para os produtores de bens exportáveis (e para os grandes investidores financeiros), pois os preços dos produtos exportáveis sobem junto com o dólar.

Em síntese, sem esperar pelos efeitos das reduções passadas, o BC reduziu ainda mais a Selic em 2020, aumentando o risco de aumento da inflação e transferindo renda para exportadores (uma pequena parcela da população). A solução não é seguir reduzindo juros, mas sim aumentar a competitividade no mercado de crédito.

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Mentoria gratuita para empreendedores capixabas

A partir de março deste ano, o Conselho Regional de Administração do ES selecionará empreendedores com ideias de negócios promissoras que precisem de mentoria em gestão e apoio para captar investimentos. A iniciativa, inédita no Espírito Santo, está em fase de captação dos negócios e as inscrições podem ser feitas pelo site www.craes.org.br.

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Banco digital foca em classes C, D e E

O banco Pan, que é tido como "tradicional", lançou uma conta digital voltado aos públicos de classes de menor poder aquisitivo. A conta corrente é livre de taxas, oferece serviços gratuitos e tem uma rede de lojas parceiras.

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Dica de Leitura: Empresas Feitas Para Vencer

Como empresas boas, medianas e até ruins podem se tornar duradouras? A obra de Jim Collins mostra como as grandes organizações triunfam no decorrer do tempo e como o desempenho sustentável a longo prazo pode ser inserido no DNA de uma empresa desde sua concepção. Collins apresenta exemplos que desafiam a lógica e transformam a mediocridade em uma superioridade duradoura e descreve as características universais que levam uma companhia à excelência.

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