Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Mar 2020
25
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Mar 2020
25

Maratona de Lives Apex & Folha Business

Governos fazem de tudo para acalmar mercados. Volta da China deve ajudar Espírito Santo

Nesta semana marcada pelo agravamento da crise do coronavírus, a Apex Partners, em parceria com o Folha Business, série de encontros empresariais promovidos por esta coluna, promove lives com lideranças empresariais e políticas.

Neste primeiro encontro de um total de seis, realizado ontem (24), o painel recebeu o economista-chefe da Apex, Arilton Teixeira, e o deputado federal Felipe Rigoni. Eles falaram sobre medidas necessárias para evitar o caos econômico, o desemprego e a miséria.

Em meio à pandemia de coronavírus, governos e bancos centrais ao redor do mundo aceleram planos para evitar o colapso econômico. O economista chefe da Apex Partners e pesquisador do Banco Central Americano, Arilton Teixeira, vê que há medidas que dão suporte aos mercados e outras que não contribuem significativamente.

Teixeira pontua que a redução das taxas de juros, como a redução da Selic e a zeragem dos juros americanos, não são uma variável relevante para ajudar essa crise. Ele vê que essa redução adicional não aumenta substancialmente a quantidade de crédito (dinheiro) na praça.

De outro lado, as operações de crédito, isto é, injeções de dinheiro na economia pelos governos e bancos centrais são um ponto mais importante para evitar uma depressão profunda. "A aprovação do pacote fiscal nos EUA e a injeção de liquidez [dinheiro] na economia estão animando os investidores, o que pode ser visto na redução da volatilidade [variações] das bolsas”.

Com relação ao avanço da Pandemia, Arilton avalia que o número de casos de Covid-19 na China já estão reduzindo e a expectativa é que em breve as atividades econômicas no país voltem a operar. Segundo o economista, essa retomada será muito positiva para o Espírito Santo, uma vez que dá suporte às atividades de empresas ligadas à exportação como Vale, Suzano e Samarco.

Maratona de Lives Apex & Folha Business

Rigoni defende suspensão paga e gastos de até 10% do PIB contra coronavírus

Também participante da live promovida pela Apex, Felipe Rigoni, afirma que neste momento a prioridade total do Governo é estar preparado para frear o coronavírus e estabilizar a economia.

No setor público, a prioridade é garantir que os governos tenham recursos e flexibilidade necessária para superar essa crise. Ele comenta que “o país vinha há bastante tempo em uma trajetória de conter gastos públicos, e agora caímos em uma calamidade pública, que exige muito dinheiro e um endividamento emergencial de 7% a 10% do PIB.”

Agora, como estamos em calamidade pública, Rigoni diz que o governo não precisa de cumprir com o teto, logo, não há limites para o que o governo pode fazer. Contudo, as regras orçamentárias voltam ao normal tão logo a calamidade acabe, o que elimina os riscos de desequilíbrio fiscal grave

Tratando do setor privado, Rigoni aponta que o Governo deve auxiliar as empresas a manter fluxo de caixa para evitar demissão em massa. “Ileso não dá para sair, mas as empresas precisam sobreviver”, afirma o deputado. Para ele, o Maior desafio são microempresas e MEI, onde o BNDES não chega.

Rigoni encerra dizendo que, com relação à PEC 927, apoia a suspensão do trabalhador, desde que tenha o salário subsidiado pelo governo e empregador, como já é previsto na CLT.

Postado Agora

Home-office

No ES, a FUCAPE já tem 95% dos funcionários em regime de teletrabalho.

Postado Agora

Professores dando aula de casa

A faculdade está providenciando kits mobile para que professores possam ministrar as aulas de casa via teleconferência.

Postado Agora

Obras do HUB não terá atrasos

As obras do HUB Fucape, o hub de inovação que está sendo construído dentro da faculdade, está avançada e não deve sofrer grandes prejuizos pela paralisação geral.

Pular para a barra de ferramentas