Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Abr 2020
5
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Abr 2020
5

Empresas estão sendo forçadas a se digitalizar do dia para a noite, afirma Pinho

Para o fundador da Kanui e CEO do curso Gestão 4.0, Bruno Nardon, um dos maiores ganhos dessa crise será a inclusão de tecnologias de trabalho e metodologias ágeis fora do time de tecnologia. Para ele, "a mentalidade de startups é bem moderna, mas fora da área de tecnologia a comunicação pessoal é que prevalece."

No contexto atual, ele vê que o mercado de startups e empresas de tecnologia já mudou: "o valor de mercado das empresas vão reduzir, e fazer uma rodada no valuation [valor da empresa] antigo já é lucro”. E ele alerta que com a redução de rodadas de investimento em startups, muitas delas podem passar por dificuldades, já que operam caixa limitado. "Normalmente as startups saem para fazer fundraising com 6 meses de caixa e vão para o mercado captar recursos para manter sua sobrevivência por 12-18 meses."

Assim, ele afirma que as empresas precisam primeiramente se preocupar em sobreviver, e evitar falências em massa que agravam o colapso econômico. "Essa é a melhor ação social possível: garantir emprego aos funcionários e pagamento dos fornecedores".

Ao final, ele avalia que essa crise vai ajudar alguns projetos mais rejeitados devido a problemas operacionais e regulatórios, como a telemedicina, a ganharem mais tração. "As empresas e os setores estão inovando por necessidade– assim acredito que as startups de maior sucesso nos próximos anos devem se concentrar na área de mercado imobiliário e saúde." afirma Nardon.

Já Rafael Pinho, CEO da Spark, enxerga que essa crise vem acelerando a inovação no comércio. "As vendas físicas no Brasil são predominantes, mas 71% das pessoas pretendem comprar mais online, mesmo após a crise do coronavírus, apontam pesquisas."

Pinho também comenta que existe um movimento nas redes sociais muito assertivo de tentar aproveitar essas novas oportunidades em meio a crise. "Marcas de médio e pequeno porte foram obrigadas a se digitalizar do dia pra noite e, aquelas que souberem tirar melhor proveito das plataformas digitais, vão se adaptar melhor." conclui.

Gabriel Guimarães, no mesmo sentido, vê uma maior adesão dos clientes à canais digitais de comunicação. O capixaba que estudou computação em Harvard, integra o time de engenharia da Brex, startup que mais rapidamente consegui ser avaliada em US$ 1 bilhão de dólares no Vale do Silício com seu cartão de crédito corporativo.

Em sua experiência nesse período de home-office, Guimarães observa que os clientes estão mais atentos a plataformas digitais, mesmo assim ainda existem algumas críticas a ela. "Existem alguma vantagens econômicas do trabalho remoto, mas acredito que a preferência da grande maioria das pessoas por relações interpessoais ainda vai prevalecer. A solidão do trabalho remoto pode colocar em cheque a produtividade do colaborador”, conclui Gabriel.

Palavra do Especialista

Nada melhor que uma crise para aguçar a criatividade

Em tempo de isolamento social e coronavírus, muitos estão ameaçados. Não somente pela doença, mas por questões econômicas. O comércio é o primeiro a sentir os efeitos dessa crise inesperada. Isso se reflete na indústria.’

Comércio não vende, indústria não vende. E os serviços estão na mesma situação. A maioria dos serviços depende das pessoas para ser produzido. Ou seja, ninguém escapa.

E agora? Agora entra em cena uma das melhores qualidades do ser humano: a criatividade! É quando enfrentamos as maiores ameaças que a criatividade surge com força. Ou dá-se jeito na situação ou está fora!
A situação atual é mais um momento de tentar e testar coisas novas. Para sobreviver, as empresas e seus colaboradores têm de deixar aflorar a criatividade, afinal alcançar clientes e vender para eles depende disso. Passou da hora de parar de reclamar. É preciso vencer barreiras, quebrar verdades estabelecidas e criar, livremente. É hora de buscar novas alternativas, novas tecnologias, tentar o que nunca foi tentado.

Chegar nos clientes em um momento como esse depende, e muito, de criar alternativas. Quem for mais criativo, provavelmente sairá mais forte na crise, com mais clientes, mais faturamento. É hora de buscar inspiração para resolver problemas, usando muita, muita criatividade.

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As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do Folha Vitória

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