Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Jul 2020
2
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Jul 2020
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"Impressão de moeda governamental durante pandemia agrava desigualdade"

Luiz Hadad enxerga que a Muda é uma moeda social que busca fortalecer trocas e geração de riqueza no setor de artes, educação e meio ambiente.

O usuário da Muda pode, por exemplo, ganhar unidades dessa moeda social ao plantar uma árvore e usá-la para adquirir cursos de inglês. Em tempos de pandemia, é possível ganhar Mudas ao respeitar o isolamento por um dia e trocá-las por uma consultoria em startups.

Com a moeda alternativa, o empreendedor capixaba quer ressignificar a circulação de riqueza dentro das comunidades e estimular ações conscientes. "A comunidade que adota uma moeda própria sai do paradigma de escassez e se torna mais resiliente ao valorizar as atitudes que eles acreditam que tem valor".

Como uma moeda social e alternativa, a Muda dispensa a participação do Banco Central, mas garante a segurança do usuário. Isso é possível graças à Blockchain, mesma tecnologia de transações do Bitcoin.

Em poucas palavras, o Blockchain é uma rede que permite troca de valores sem intermediários. "Em transações de cartão de crédito, podemos ter até cinco intermediários, como adquirentes e bancos. A Blockchain é uma rede aberta que permite trocas de moedas com segurança possivelmente maior sem um agente fiscalizador e instituições financeiras", explica Hadad.

Em meio ao contexto de crise econômica e pandemia, Hadad enxerga que a impressão de dinheiro pelos bancos centrais– que já passa a casa dos trilhões em 2020– está agravando a concentração de riqueza, pois a "moeda nova" fica mais próxima das instituições financeiras que dos mais pobres.

Uma solução para essa mazela econômica, para Hadad: descentralização do dinheiro, economias resilientes e comunidades que utilizem diversas moedas, que refletem seus valores e aumentam o bem-estar.

Mulheres estão investindo mais na bolsa de valores

A bolsa de valores agora é “coisa de mulher”, segundo um levantamento da iHUB Investimentos. Dados mostram, entre os meses de março e abril deste ano, um expressivo aumento no interesse delas por essa forma de investir: nos primeiros quatro meses do ano, o número de mulheres na B3 saltou 46%, crescimento maior do que o dos homens.

O perfil das investidoras é de uma mulher destemida que decidiu investir em ações sem ter experiência anterior. Elas têm entre 30 e 45 anos, uma renda por volta de R$15 mil, um patrimônio investido de até 500 mil e são pós-graduadas. Em geral, são executivas ou profissionais autônomas.

O aumento na confiança delas para investir na bolsa, segundo o levantamento, também foi influenciado pelos baixos índices apresentados pelas taxas Selic e CDI, o que elevou a disposição para assumir riscos.
Para a economista e planejadora financeira Cecília Perini, elas estão deixando os ativos de renda fixa e passando para a bolsa e fundos multimercados, que “possibilitam maior liberdade de gerenciamento e oferecem um rendimento mais elevado. Contudo, são também mais arriscados”.

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