Maio 2021
6
Luiz Stanger
MUNDO IMOBILIÁRIO

porLuiz Stanger

Maio 2021
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Luiz Stanger
MUNDO IMOBILIÁRIO

porLuiz Stanger

Janela de compra continua aberta

A ata da reunião do Copom, disponível no site do Banco Central, tem pontos relevantes para entendermos o motivo de um viés de alta mais acentuado. Segundo a instituição o índice é a inflação, a projeção e as expectativas.

Com as projeções para o IPCA em 5,04% para 2021 e 3,61% para 2022, o Boletim Focus já projeta a Selic em 5,5% ao fim deste ano e em 6,25% ao fim de 2022. É interessante ressaltar que a alta da Selic no momento é para conter diretamente a inflação, que também reflete em diversos preços e contratos. Diante desse cenário, podem acontecer dois fatores: a primeira é a recuperação econômica dos efeitos da pandemia ser mais lenta e menos intensa, o que pode suavizar a curva da projeção da inflação. A segunda opção é a trajetória fiscal piorar significativamente com o prolongamento de políticas fiscais, ainda em razão da pandemia, com frustrações em relação à continuidade das reformas.

A sensação é de que o Banco Central tenta ”desintervir” ou ir tirando a sedação da economia a depender de como o paciente se comporta durante o processo.

Spread bancário

Ao analisar o comportamento das taxas médias de financiamento imobiliário praticadas nos últimos anos, é possível afirmar que estas seguem o movimento da taxa básica de juros, porém de forma menos acentuada.

A partir de determinado momento do último ciclo de redução dos juros, os bancos paralisaram os ajustes das taxas de juros do crédito imobiliário e as mantiveram estáveis mesmo com a queda da Selic. Portanto, existe um spread, isto é, a diferença entre os juros pagos pelos bancos ao captar dinheiro no mercado e a taxa efetivamente cobrada dos tomadores de crédito, confortável para que sejam mantidas as condições de financiamento em 2021, como mostra o gráfico ao lado, extraído do Radar Imobiliário da Apex Partners.

Fato é que existem muitos fatores que influenciam tanto na famosa taxa Selic como nas taxas do financiamento imobiliário. A palavra risco domina o debate de crédito. Se por um lado a liquidez causada por essa taxa Selic acelerou o mercado imobiliário com velocidade de vendas e alta de preços, por outro o risco fiscal pode elevar taxas e esfriar o setor imobiliário e toda economia. Daí a importância de equilibrar as contas públicas.

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Direto na fonte

A notícia da taxa Selic inundou sites de notícias e mídias sociais com reposts e prints. Minha dica é que você acesse o site do Banco Central e leia a ata da reunião do COPOM. O material é didático e você pode extrair dados importantes para o seu negócio bem como insights para suas decisões.

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Financiamento direto com a construtora

Pelo mercado já começam a surgir ofertas para aquisição de imóveis que estão financiados direto com as construtoras. Com parcelas altas e saldo devedor galopante, os devedores topam ”vender” o imóvel em troca da quitação da divida. Atenção para este tema.

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Sem pressão

Não precisa se sentir pressionado com a alta da Selic: a janela de compras ainda está aberta. Pode se sentir sim pressionado com o aumento de preços que reflete alta de custos e poucas opções.

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As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do Folha Vitória

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