
Artigo cedido para o Blog Gestão & Resultados pelo Prof. e amigo, Luiz Alberto Machado, economista e colaborador do Espaço Democrático
Edição Scriptum

Identificamos, porém, a possibilidade de inovar, por meio de uma abordagem integrada dos três temas. Limitamo-nos, para tanto, a aspectos essenciais da economia, da criatividade e da economia criativa, enfatizando seu elevado grau de complementaridade.

Howkins observa que:
Economia é convencionalmente definida como um sistema para a produção, troca e consumo de bens e serviços. As ciências econômicas geralmente lidam com o problema de como os indivíduos e as sociedades satisfazem suas necessidades (que são infinitas) com os recursos (que são finitos). Trata-se, portanto, basicamente de alocação de recursos escassos. Embora use ambos os termos segundo estes sentidos, mostro que as ideias não são limitadas da mesma forma que os bens tangíveis e a natureza de sua economia é diversa.
Por outro lado, prossegue Howkins:

Todos nós somos criativos segundo nosso próprio jeito, na forma como nos vemos e nos apresentamos para o mundo. Nossos lampejos de criatividade revelam nossa personalidade. Algumas poucas pessoas vão além e fazem de suas imaginações criativas o ponto central de sua vida profissional, não apenas em termos de sua personalidade, mas também comercialmente, na forma como sobrevivem disso e auferem lucros com isso.
Conectando as duas componentes, Howkins afirma:

A conclusão de Howkins é que:
A economia criativa consiste nas transações contidas nesses produtos criativos. Cada transação pode ter dois valores complementares: o valor da propriedade intelectual intangível e o valor do suporte ou plataforma física (se realmente existir algum). Em alguns setores, como software, o valor da propriedade intelectual é mais elevado. Em outros, como artes, o custo unitário do objeto físico é maior.
É exatamente sobre esta combinação que tratamos no livro ora publicado, evidentemente com uma visão mais aprofundada de cada componente.
Duas novidades do livro merecem ser destacadas.

A segunda reside num subcapítulo sobre cidades criativas. Nele, após explorarmos conceitos, oportunidades e desafios, convidamos os leitores a uma viagem a dez cidades brasileiras cujos exemplos podem servir de inspiração para gestores públicos, em especial aos ocupantes de cargos executivos nas esferas municipal e estadual.
Temos absoluta convicção de que o Brasil possui todas as condições para ser protagonista no campo da economia criativa, dispondo de diversidade cultural e de ativos ambientais que lhe conferem considerável vantagem competitiva. Lamentavelmente, por diversas razões, em especial pelo desconhecimento de nossos gestores públicos e pela descontinuidade das políticas públicas, essa vantagem competitiva não foi devidamente explorada, permanecendo a economia criativa como um segmento marginal da nossa economia, quando teria tudo para ser um dos carros-chefes do nosso processo de desenvolvimento.
Fica a esperança de que o livro Economia + Criatividade = Economia Criativa contribua para maior reconhecimento da relevância deste segmento.”
Fontes: Economista Luiz Alberto Machado, Livro Economia + Criatividade = Economia Criativa e os coautores Mauricio Andrade de Paula e as professoras Anapaula Iacovino Davila e Sonia Helena Santos, John Howkins, um dos mais respeitados especialistas em economia criativa.
Fotos: busca na internet, ilustração por Getulio A. Ferreira do Blog G&R.