
A prefeitura típica tem grande importância para a economia municipal levando-se em consideração seu poder de compra e a já mencionada geração de empregos públicos mobilizando economicamente toda uma região.
A liderança da organização frente aos resultados pretendidos exige dos gestores e em especial do prefeito uma capacidade de liderança e gestão acima das condições normais perante a um ambiente extremamente complexo.
Esse desafio, denominamos de Planejamento Estratégico e Situacional – PES, uma alusão ao modelo formatado pelo chileno Matus (O Planejamento Estratégico e Situacional, sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus[1], diz respeito à gestão de governo, à arte de governar. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos, se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos, estamos começando a debater o problema do planejamento. A grande questão consiste em saber se somos arrastados pelo ritmo dos acontecimentos do dia-a-dia, como a força da correnteza de um rio, ou se sabemos onde chegar e concentramos nossas forças em uma direção definida. O planejamento, visto estrategicamente, não é outra coisa senão a ciência e a arte de construir maior grau de resultados aos nossos destinos, enquanto pessoas, organizações ou países).
A estratégia básica está fundamentada em 3 grandes áreas de resultados ao cliente (cidadão):
Projetos ou Marcas de Governo – conjunto de projetos levantados junto à sociedade e ou pertencentes ao plano de governo na campanha. Neste ponto destaca-se a capacidade de planejar o que a sociedade espera do governante e seu grupo, e de projetos que antecipem a própria necessidade da sociedade. Esta antecipação é fruto de investimentos em projetos inovadores e fundamentais para o futuro do município.
Capacidade de Gestão
– Nesse ponto está o destaque ou desafio dos atuais gestores eleitos ou reeleitos em todos os municípios brasileiros. Enquanto o ambiente das empresas privadas mostra investimentos em educação e treinamento acima de 100 horas por pessoa por ano, o ambiente público não consegue ultrapassar míseras 10 horas. Tudo isso sem ainda considerarmos que competências essenciais são desprezadas nesse ambiente tão carente de novas técnicas gerenciais, motivação para o trabalho e qualidade na execução das tarefas prioritárias.
Governabilidade – Imagina-se que esse é o ponto que mais tem merecido a atenção dos governantes, ou seja, o uso de táticas de negociações com lideranças políticas para a obtenção de votos para aprovação de projetos. Muitas vezes, esta tática leva o governante a situações muito complexas e comprometedoras – o noticiário tem nos revelado tais conseqüências.
(No gráfico Radar acima, resultado do diagnóstico realizado em 2011 em uma prefeitura do norte do ES, em um dos seis itens de avaliação, a ORGANIZAÇÃO. O desejado é que a organização pública se situe entre 80 a 100% das respostas SIM ao questionário, que normalmente é aplicado para o corpo gerencial da organização, precedido por um treinamento sobre GESTÃO ESTRATÉGICA NO SETOR PÚBLICO MUNICIPAL. Os resultados obtidos nesse e em outros diagnósticos aplicados revela um resultado muitíssimo preocupante e exige uma nova postura de liderança e investimentos na gestão).
Acreditamos que uma gestão competente nos dois primeiros itens do PES pode levar o gestor público municipal a uma maior e mais transparente negociação da sua Governabilidade, ou seja, nossa crença fundamenta-se na COMPETÊNCIA E LIDERANÇA com foco na SOCIEDADE, no que ela espera ou naquilo que podemos antecipar em termos de bom planejamento do futuro. Senhores prefeitos, pensem nessa simples estratégia e tenham uma boa gestão a partir de 2013.
[1]Chileno, Carlos Matus foi Ministro do Governo Allende (1973) e consultor do ILPES/CEPAL falecido em Dezembro de 1998, ministrou vários cursos no brasil nos anos noventa (Escolas Sindicais, IPEA, Ministérios, Governos Estaduais e Municipais). Criou a Fundação Altadir com sede na Venezuela para difundir o método e capacitar dirigentes. Introduzido no Brasil a partir do final dos anos oitenta, o PES disseminou-se e foi adaptado amplamente nos locais onde foi utilizado, particularmente no setor público.
