
Apresentamos hoje mais uma excelente contribuição de um dos maiores especialistas em gestão da qualidade do Brasil, trata-se do amigo Claudius D’Artagnan C.Barros, empresário, consultor organizacional e professor.
Nosso convívio de décadas permite estas considerações pelo mérito e competência deste nosso colega da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ. D’Artagnan lançou recentemente um novo livro pela Qualitymark Editora com o título: MISSÃO QUALIDADE – Uma Autobiografia Profissional, pela Qualitymark Editora, o qual estaremos comentando na próxima semana.
Vamos ao artigo do mestre D’Artagnan:
A prática da liderança no ambiente organizacional tem sido ao longo dos anos, uma tarefa desafiadora para profissionais cuja trajetória resultou na oportunidade de comandar pessoas.
Teorias, modelos, literaturas e lições de renomados especialistas e gurus são abundantes. Entretanto, há que se perguntar: Qual a razão da dificuldade de inúmeros líderes em consolidar ações que realmente resultem em eficácia na gestão de pessoas?

Resumindo, os liderados ficaram mais exigentes como afirma o especialista em liderança Preston Bottger, renomado professor do IMD- International Institute for Management Development. Diz ele:
“…quanto mais os gestores avançam como líderes, mais terão que lidar com pessoas de alto calibre e que sabem muito bem como conseguir o que querem, e que são mais difíceis de gerenciar”.
Neste contexto, os requisitos de um líder não se atrelam impreterivelmente a sua formação acadêmica, ou mesmo, a experiência comprovada de suas habilidades e conhecimentos técnicos. Outros requisitos mais complexos são exigíveis no currículo de um líder. São colocamos à parte, requisitos (valores) hors concours denominados universais como: ética, caráter, honestidade, integridade….!
Estes são, evidentemente, obrigatórios e não negociáveis!
Demais preceitos (considerados desejáveis) para uma liderança eficaz, norteiam outras qualidades comportamentais, tais como: capacidade negociadora, flexibilidade, carisma, habilidades de comunicação, competência como vendedor (de ideias); como também se faz necessária desenvoltura cênica. Liderar tornou-se uma arte cuja performance exige um certo talento neste quesito.

Outro aspecto importante no portfólio das táticas de um líder é sua capacidade de agir além das prerrogativas do poder de posição que o cargo normalmente lhe confere. Aplicar conhecimentos, habilidades e atitudes como educador – e não como mero chefe de seus liderados, lembrando que educação profissional significa fazer as pessoas entenderem os princípios, os conceitos, as responsabilidades e a importância do que fazem. Educação aliada ao treinamento de habilidades é uma garantia promissora de bons resultados na relação líder/liderado.
Desta forma, os liderados sentir-se-ão mais motivados no cumprimento de suas tarefas e conscientes de suas atribuições, compreendendo melhor o significado da palavra comprometimento.
A dica é colocar em prática a máxima que diz:
“…o melhor e o mais eficaz instrumento de educação que se conhece, chama-se: O EXEMPLO !!”. Ou mesmo refletir sobre a afirmação do estadista Colin L. Powell: “…As pessoas se orientam pelos líderes. Não necessariamente pelo que eles dizem, mas pelo que fazem!!”
(*) Claudius D’Artagnan é empresário e membro da Academia Brasileira da Qualidade.