
Nossa vivência na área siderúrgica a partir de meados dos anos 70 nos levou a um aprendizado formidável, não apenas pela aplicação dos conhecimentos da engenharia mas especialmente pela imersão na cultura industrial formada por pessoas, normas, procedimentos e práticas vigentes.
Na década de 80 nossa missão vinculada ao processo de implantação do programa de Qualidade Total na Cia. Siderúrgica de Tubarão – CST (hoje Arcelor Mittal) nos levou a desenvolver vários projetos de melhorias através dos Círculos de Controle da Qualidade especialmente nas áreas de produção e manutenção industrial.
Nosso desafio constante era promover a participação de 100% dos funcionários dentro do slogan criado pelo nosso coach da Kawasaki, Eng. Fumio Mashiyama – “Todos pensam, todos participam”. A dificuldade, como também em todas as demais experiências de implantação da Qualidade Total em empresas brasileiras era fazer com que os Gerentes se tornassem os verdadeiros líderes de talentos humanos para o atingimento dos objetivos e metas em cada área de trabalho. Em resumo mobilizar os colaboradores para a produtividade através da Qualidade, Kaizen e Inovação. Essa necessária habilidade gerencial exigia um recurso fundamental: TEMPO! Daí surgiu, dentro dos nossos treinamentos a figura do Don Pepino. Vejam a sua descrição:

No quadro do Don Pepino observamos que a prática do trabalho diário no modo “correndo atrás do prejuízo” leva a chefia a uma série de práticas que ele (o chefe) acaba gostando de fazer na rotina diária e chega até mesmo dizer que não sabe como a empresa poderia funcionar sem a presença dele para resolver estas emergências.
A transformação de Chefe para Líder revela um novo e necessário comportamento onde métodos de Planejamento, Foco na Qualidade e Produtividade, Trabalho organizado (5S) e Eficácia no trabalho através da melhoria de processos, produtos e serviços (Kaizen), entre outras metodologias, passam a constituir a verdadeira ação gerencial que requer tempo, pela perfeita gestão da rotina diária. Em resumo, que gerencia bem a sua rotina (desempenho presente), fatalmente terá mais tempo para liderar as melhorias e metas futuras.
A simpática figura do Chefe Don Pepino nos leva a uma pergunta: Será que ainda temos este comportamento nos dias atuais? Continuamos a correr “atrás do prejuizo”? Não temos tempo nem para pensar?
O que vocês acham?