Mais uma contribuição fantástica de Ômar Souki para o nosso blog Gestão & Resultados. Amigo de longa data, o mineiro Ômar é um diferencial ultra significativo para esse nosso humilde espaço.
Vamos ao artigo do Ômar: “Por mais desafiadora que seja a existência, a maioria de nós almeja viver muito. Também queremos viver bem. Não basta viver muito é preciso desfrutar desta experiência chamada vida! Jairo Mancilha e Luiz Alberto Py escreveram o livro O caminho da longevidade (Editora Rocco) onde oferecem orientações para uma vida longa e saudável. Depois de extensa pesquisa e estudo dos hábitos de pessoas que viveram muito e bem, chegaram a uma lista dos padrões de uma vida longa e vigorosa:
1. manter-se física e mentalmente em movimento;
2. ver o lado positivo da vida, ter bom humor e cantar;
3. estar disposto a aprender com bons exemplos de vida;
4. mover-se na direção de um futuro positivo;
5. ter crenças como: “os relacionamentos são muito importantes”, “a saúde e a vitalidade são normais”, “a idade avançada é um benefício”, “vale a pena trabalhar para conseguir o que se quer”;
6. ter uma identidade estável e em harmonia com sua história pessoal, familiar e cultural;
7. ter um relacionamento com o lado espiritual da vida;
A primeira coisa que fiz, ao ler essa lista, foi analisar a minha própria trajetória. Verifiquei se eu estava em movimento, se estava focando o lado bom das experiências, se sabia me alegrar com pouca coisa, se tinha a disposição de aprender com as pessoas boas, se era otimista, se tinha crenças positivas, se vivia em harmonia comigo e com os outros e se me relacionava com a espiritualidade. Talvez você também tenha feito a mesma reflexão. Como está a sua vida?
No meu caso a avaliação foi, até certo ponto, satisfatória. Estou em movimento, não só mentalmente – pois estou escrevendo este artigo –, mas também fisicamente, faço alongamentos pela manhã (15 minutos) e breves caminhadas de 400 metros, três vezes ao dia. Poderia ser melhor, vou caminhar mais. Mantenho uma atitude positiva com relação às coisas e às pessoas. Na minha juventude tive como modelo Mahatma Gandhi e agora procuro seguir o exemplo de Jesus de Nazaré. Quanto a ver o lado bom das experiências, eu já me acostumei com essa idéia. Ela pode ser resumida na seguinte crença, aparentemente absurda: “tudo que me acontece, me beneficia”. Até mesmo as coisas mais desagradáveis podem nos beneficiar se soubermos tirar delas um aprendizado. Isso equivale a dizer que neste lado da vida, tudo é aprendizado. Estamos em uma escola, que tem o objetivo de nos ensinar o amor, que é o nosso ingresso para um teatro mais amplo e mais duradouro.
Acredito que a vida tem dois lados, um material e outro espiritual, sendo que o espiritual é infinitamente maior do que o material. Caso você ainda não tenha desenvolvido essa crença sobre o outro lado da vida, eu recomendo que leia a obra O céu é de verdade: a incrível história de um garotinho e sua viagem de ida e volta ao céu (Editora Thomas Nelson). Esse livro, escrito por Todd Burpo, descreve a experiência de quase morte de seu filho Colton de 4 anos. Durante uma operação de apêndice perfurado, o menino esteve clinicamente morto por alguns minutos e retornou descrevendo uma viagem ao céu. A criança faz uma descrição do que é a vida do lado de lá. De acordo com Colton, no céu as coisas são muito mais agradáveis do que do lado de cá. Tanto que, quando o pai lhe disse que se ele atravessasse a rua sem olhar, poderia morrer, Colton não se assustou. Achou até legal a idéia da morte, pois aquilo queria dizer que ele poderia, então, voltar para o céu.
Mas a maioria de nós não é como Colton. Queremos prolongar ao máximo nossa passagem pelo planeta. E, algo que pode nos auxiliar a esticar esta jornada é justamente a crença de que a vida continua do outro lado. Outra crença poderosa é a de que uma boa morte depende de uma boa vida. No meu caso, desejo atravessar o caminho que me resta com disposição para o trabalho e para o serviço a meus semelhantes. Eu acredito que essa predisposição para servir bem, nos leva a servir mais, melhor, e por mais tempo. Não é só uma proposta de aproveitar bem a vida, mas de potencializá-la ao máximo. Quem sabe? Talvez seja esse o segredo da vida eterna.
