Primeira pesquisa da FGV sobre inflação aponta alta nos preços

Economia

Primeira pesquisa da FGV sobre inflação aponta alta nos preços

Foram constatados avanços com taxas superiores aos da última apuração nos seguintes grupos: alimentação (de 1,06% para 1,41%), sob o impacto das hortaliças e legumes

O vestuário liderou a queda no ritmo de correções ao subir 0,38% ante 0,72% Foto: Agência Brasil

O levantamento feito nas principais capitais do país, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), indica elevações nos preços em quatro dos oito itens pesquisados, com destaque para a habitação (de 0,7% para 1,21%). Essa alta foi puxada, principalmente, pela tarifa de eletricidade residencial (de 2,65% para 5,85%).

Foram constatados avanços com taxas superiores aos da última apuração nos seguintes grupos: alimentação (de 1,06% para 1,41%), sob o impacto das hortaliças e legumes (de 4,46% para 7,91%); transportes (de 0,66% para 0,8%), influenciado pela tarifa de ônibus urbano (de 0,43% para 1,71%) e despesas diversas (de 0,2% para 0,51%), que reflete o aumento de preços dos cigarros (de -0,07% para 0,54%).

Nos quatro grupos restantes, os reajustes nos preços foram menores aos praticados em dezembro. O item que apresentou a maior taxa foi a educação, leitura e recreação (de 0,89% para 0,79%). Já vestuário liderou a queda no ritmo de correções ao subir 0,38% ante 0,72%. E saúde e cuidados pessoais a taxa passou de 0,52% para 0,46%. Em comunicação a alta na primeira apuração do ano foi 0,49% ante 0,41% registrado em dezembro.

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram a batata inglesa (30,5%); tarifa de ônibus urbano (1,71%); condomínio residencial (1,63%); aluguel residencial (0,87%). Outros apresentaram queda nos preços como o leite tipo longa vida (-3,49%); tomate (-7,02%); a gasolina (-0,45%); banana-nanica (-6,99%) e geladeira e freezer (-1,29%).