Novas expectativas indicam Selic estável em 14,25% durante 2016, mostra Focus

Economia

Novas expectativas indicam Selic estável em 14,25% durante 2016, mostra Focus

Redação Folha Vitória

Brasília - O mercado financeiro recalibrou suas estimativas para a taxa básica de juros ao longo de 2016 e agora prevê estabilidade em 14,25% ao ano - Selic atual - até o encerramento do ano. Para os analistas, portanto, o Comitê de Política Monetária (Copom) não vai mais mexer no indicador de referência em nenhuma das reuniões deste ano. Na semana passada, a mediana das previsões, de acordo com a abertura do Relatório de Mercado Focus, era de alta para 15,00% no encontro de março e de 15,25% no de abril, com a taxa permanecendo nesse patamar também em junho e julho. Só depois haveria queda, com a taxa voltando para 15,00% em setembro, recuando para 14,75% em outubro e atingindo 14,64% (aqui se vê uma divisão das apostas) em dezembro.

Essa nova expectativa de permanência da Selic também invadiu 2017. Pelo levantamento realizado com cerca de 120 instituições financeiras, a Selic também continuará em 14,25% ao ano em janeiro e fevereiro e só voltará a cair a partir de março. Nesse mês, a taxa iria para 14,00% e, em abril, para 13,75%. Em maio, chegaria a 13,63% (porcentual que revela mais uma divisão sobre o timing e a magnitude de corte) e 13,25% em junho.

Em julho e agosto - último mês de referência na abertura da pesquisa - a Selic chegará a 13,00% ao ano. As projeções para 2017 levam em consideração todos os meses do ano porque o BC ainda não divulgou o calendário e reuniões do Copom do ano que vem.

Top 5

As mesmas instituições Top 5 (médio prazo) que estão jogando para baixo as projeções para a Selic no curto e médio prazos elevaram esta semana as estimativas para o comportamento dos juros em períodos mais longos. De acordo com a abertura do Relatório de Mercado Focus do Banco Central, atualizado nesta segunda-feira, 1º, a mediana das expectativas para a Selic em 2018 avançou de 11,00% na semana passada para 12,00% ao ano agora.

No caso de 2019, a mediana das previsões da amostragem passou de 10,63% - que indicava uma divisão entre os participantes da pesquisa - para 11,25% ao ano. Já para 2020, o grupo prevê agora uma taxa de 10,75% no lugar de 10,38% ao ano - o que também sinalizava falta de consenso. Todas estas previsões têm como referência o fim de cada ano. As instituições Top5 são as cinco cujas previsões mais se aproximam das decisões efetivas do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A próxima reunião do colegiado está prevista para daqui a um mês.