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O impacto da tecnologia na educação e preparação dos profissionais do futuro

Carreiras e Profissões

Economia

O impacto da tecnologia na educação e preparação dos profissionais do futuro

A revolução digital e as mudanças no mercado de trabalho transformam o dia a dia das famílias e também a metodologia utilizada pelas instituições de ensino

Gustavo Fernando

Redação Folha Vitória
Foto: Educação tecnológica

Em um mundo cada vez mais conectado, e onde a revolução digital e suas inovações influenciam as relações de trabalho, carreiras e profissões modificam projetos educacionais e incentivam o desenvolvimento tecnológico e de novas habilidades e competências nos alunos.

Segundo o último levantamento do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que hoje estão no Ensino Fundamental terão empregos que nem existem. Essa afirmação indica que muitas mudanças sociais e econômicas estão por vir. Além disso, coloca a escola, de modo geral, em uma posição estratégica no desenvolvimento dos futuros profissionais

O programa de educação tecnológica, implementado pelo Colégio Marista, apresenta um avanço significativo no processo de aprendizagem dos estudantes. Isso porque agrega, atrelado à sua proposta pedagógica, um aspecto de inovação que valoriza o aprendizado baseado na resolução de problemas. A perspectiva do trabalho está relacionada com a estratégia “maker”, do aprender fazendo, e do trabalho colaborativo, em que o estudante constrói conhecimento em parceria com os colegas. 

Segundo o professor e coordenador da área de linguagens e códigos do Colégio Marista, Heitor da Silva Campos Júnior, a metodologia é baseada na proposta STEAM, a qual relaciona os conteúdos do programa com as áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. "É preciso pensar uma metodologia que coloque o aluno em uma posição de protagonista de sua própria vida, mas que acima de tudo, tenha suas habilidades socioemocionais desenvolvidas para lidar com as novidades que o mercado apresenta". 

Confira a análise do professor sobre o desenvolvimento de novas competências e habilidades nos alunos para o futuro:

Educação e profissões do futuro

O diretor do Sesi Porto de Santana (Cariacica), Gilberto Menezes, relata que um estudo do Diretório Nacional do Senai aponta que pelo menos 30 novas profissões devem passar a existir, devido às exigências da 4ª Revolução Industrial. Mas como se preparar para esse futuro? De acordo com Menezes, a única forma é com uma educação de qualidade. As instituições de ensino devem agregar novos diferenciais à sua grade curricular para conectar seus alunos à esse futuro que vem se desenhando.  

"A Rede Sesi de Educação já oferecia disciplinas como Empreendedorismo e Robótica, mas agora conta com três novos projetos: o Programa de Orientação Profissional (POP), a Educação Maker e o Ensino Bilíngue. Metodologias pensadas para ajudar com que os alunos desenvolvam as habilidades pessoais e interpessoais, essenciais para esse novo mercado de trabalho, como resolução de problemas, trabalho em equipe, empreendedorismo, capacidade de aprender algo novo e a percepção de que precisa se manter atualizado". 

Confira a análise do diretor em relação ao futuro do mercado de trabalho e como as instituições de ensino estão se preparando para essas mudanças:

Programa Bilíngue 

Com o objetivo de preparar cidadãos que respeitem a multiculturalidade, compreendam sua cidadania planetária e estejam prontos para conviver em um mundo cada vez mais integrado, diversas instituições de ensino já incluem o programa bilíngue da educação infantil ao ensino médio.

Foto: Marista

Com o objetivo de inserir os alunos em uma sociedade global, mas com ênfase na formação integral, o Colégio Marista adota o programa bilíngue by Cambridge. Segundo a vice-diretora educacional, Vilmara Mendes Gonring, a educação bilíngue colabora para o desenvolvimento de habilidades e competências sociocognitivas, tais como: a concentração, a criatividade, o raciocínio lógico e a ampliação do conteúdo cultural.

"Preparar cidadãos para um mundo cada vez mais integrado é uma das metas do programa. Através dele, os estudantes estarão cada vez mais preparados para o futuro. Dessa forma, colaboramos para o desenvolvimento de habilidades, ampliação cultural e competências sociocognitivas".

Ouça o áudio de Vilmara Mendes Gonring sobre o tema:  

O Processo de internacionalização e o programa bilíngue

O programa bilíngue também está presente na Rede Sesi de Educação. Segundo a instituição, saber falar uma segunda língua é essencial para tempos de conexão online e mundo extremamente globalizado. Além disso, o aluno tem a possibilidade de desenvolver habilidades, como: aumentar a memória e a capacidade de exercer multitarefas.

Foto: Faesa

Robótica, tecnologia e educação

Seja presente na rotina familiar, educacional ou profissional, a tecnologia está nas mãos de crianças, jovens e adultos através de celulares, tablets e jogos eletrônicos. Dessa forma, em razão do avanço digital, cada vez mais existe a disponibilidade de cursos e matérias relacionadas ao assunto. Com isso, instituições de ensino apostam, da educação infantil ao ensino superior, no interesse ainda maior do aluno e na experimentação e desenvolvimento dos meios tecnológicos. 

Disponível para os estudantes desde o Ensino Fundamental 1, o programa de robótica da Rede Sesi de Educação ensino a programar, montar e desenvolver robôs na sala de aula. Um dos exemplos de como a educação tecnológica é importante para a formação do profissional do futuro está no aluno do Sesi, Pedro Henrique Cavalieri Zatta, de 14 anos.

O adolescente sonha ser um futuro engenheiro e diz utilizar as metodologias oferecidas pela instituição para desenvolver habilidades e aumentar o conhecimento na área. "Além disso, a inclusão de matérias como empreendedorismo e robótica tornam as aulas ainda mais interessantes e prazerosas". 

Foto: Divulgação

No ensino superior da Faesa Centro Universitário, o aluno das áreas tecnológicas tem a possibilidade de aprender e desenvolver projetos relacionados a robótica, gameficação e jogos digitais. 

O professor da Unidade de Engenharia e Computação da instituição, Otávio Lube dos Santos, afirma que o futuro talvez não esteja tão longe como a própria palavra projeta. "Pelo menos não nas formas de pensar e aprender. Nunca estivemos tão próximos daquilo que sonhamos e vemos nos filmes de ficção científica. A informação passou a ser onipresente em nossas vidas e sua forma de organizá-la é que define a nossa proeficiência nas atividades do dia a dia, sejam de trabalho, acadêmicas ou de lazer".

Otávio ainda ressalta que presenciaremos, nos próximos anos, avanços tecnológicos nunca imaginados e provenientes do acelerado processo de inovação. 

"Isto nos faz refletir, cada vez mais, sobre como será o futuro do mercado de trabalho. Quem será o profissional do futuro? Ou melhor, como me preparar no presente para este futuro. O profissional do futuro é alguém que busca, que vai além dos caminhos convencionais do aprendizado, potencializa suas habilidades fortes e aprende como lidar com suas fraquezas, atenuando-as". 
Foto: Divulgação

Projeto Acadêmico 

Para Bruno Peterle Braz, aluno do décimo período do curso de Engenharia Elétrica da Faesa Centro Universitário, de 29 anos, principalmente na educação infantil e nível fundamental, a utilização de matérias relacionadas à tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento dos futuros profissionais, uma vez que o mundo tecnológico é fascinante.

O aluno, que como Trabalho de Conclusão de Curso desenvolveu uma prótese mioelétrica de baixo custo, revela que apesar das dificuldades na realização do projeto, muito em razão da falta de peças disponíveis no mercado, obteve êxito, mas ressalta: falta mão de obra qualificada no mercado. 

"Acredito que o ensino tecnológico para crianças e adolescentes funcione como um estímulo, mas ao longo da vida estudantil isso deve ser aprofundado para um maior desenvolvimento profissional. As instituições de ensino precisam incentivar ainda mais o desenvolvimento tecnológico e investir na qualificação dos alunos para o mercado do trabalho e as profissões do futuro. Para isso, deve-se quebrar o paradigma do Brasil ser um país atrasado tecnologicamente e que não investe no desenvolvimento tecnológico".