EcoRodovias diz que proposta da empresa pela Rio-Niteroi 'foi justa'

Economia

EcoRodovias diz que proposta da empresa pela Rio-Niteroi 'foi justa'

Redação Folha Vitória

São Paulo - O presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart Seras, avaliou que foi feita uma proposta justa para a concessão da Ponte Rio-Niterói. "Tanto que ganhamos por pequena diferença", disse. A EcoRodovias venceu o leilão pela concessão ao oferecer uma tarifa de R$ 3,28442, o que corresponde a um deságio de 36,67% em relação à tarifa máxima fixada no edital, de R$ R$ 5,18620 (valores de janeiro de 2014). Conforme esclareceu o Ministério dos Transportes, tendo em vista a atualização de inflação, a partir de junho, quando a nova concessionária assume a operação, a taxa de pedágio deve ser de quase R$ 3,70, o que corresponde a uma economia de 36,67%.

"A EcoRodovias se orgulha de adquirir um ativo importante para o Rio de Janeiro", disse, sinalizando que a companhia já está em conversas com o governo do estado para acelerar os processos de licenciamento das obras que são exigidas pelo novo contrato. A companhia deverá realizar obras que possuem investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 810 milhões a serem aplicados nos primeiros cinco anos de concessão.

Dentre as principais obras estão previstas a construção de uma alça de ligação do Sistema Rodoviário à Linha Vermelha, visando a evitar que os usuários da Ponte com destino à Baixada Fluminense e à rodovia Presidente Dutra utilizem a Avenida Brasil, e a implantação de uma passagem subterrânea sob a Praça Renascença, em Niterói. Também está prevista a Avenida Portuária, com extensão de cerca de 3,1 quilômetros, com objetivo de permitir o acesso dos veículos pesados da Avenida Brasil à área portuária.

Financiamento

Seras disse que a companhia pretende usar capital próprio nos primeiros anos de concessão e financiamentos a mercado a partir do terceiro ano. "Este é um ativo já operacional, já tem captação de receita, então os R$ 120 milhões de capital inicial necessário são suficientes para aguentar 18 a 24 meses, até a realização da operação no mercado, que pode ter apoio ou não do BNDES", disse, indicando que muitas vezes o custo do banco estatal é até mais elevado.