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Oferta pesa mais do que demanda fraca na desaceleração do IGP-M, avalia FGV

Economia

Oferta pesa mais do que demanda fraca na desaceleração do IGP-M, avalia FGV

Rio de Janeiro - Os efeitos indiretos da queda da cotação do petróleo sobre os preços de insumos no atacado, um cenário melhor nas tarifas administradas e uma devolução no custo dos alimentos in natura explicam a desaceleração da primeira prévia de março do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), segundo o superintendente adjunto de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros. Para o especialista, mesmo no IPC-M, que mede preços ao consumidor, os efeitos da demanda fraca em meio à recessão sobre os preços ainda são tímidos.

"No curto prazo, a desaceleração da inflação foi totalmente determinada pela oferta", afirmou Quadros.

No atacado, a desaceleração do IPA-M (de 1,44% na primeira prévia de fevereiro para 0,45% na primeira prévia deste mês) foi puxada por insumos. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo "materiais e componentes para a manufatura", que passou de 1,76% para -0,82%.

Segundo Quadros, a queda nas cotações do petróleo, com alguma defasagem, fez a diferença nesses preços. Embora gasolina e óleo diesel tenham o preço administrado pela Petrobras, óleo combustível, querosene de aviação e insumos das indústrias química e petroquímica ficaram mais baratos.

No varejo, a desaceleração do IPC-M (de 1,07%, na primeira prévia de fevereiro, para 0,44% na primeira prévia deste mês) foi puxada por três fontes, segundo Quadros. A primeira foi o fim do impacto dos reajustes nas passagens de ônibus, que pesaram na inflação de janeiro e fevereiro. A segunda foi o fim do impacto dos reajustes das mensalidades escolares, na esteira das rematrículas, também registradas em janeiro e fevereiro.

Por fim, os preços do grupo Alimentação desaceleraram de 1,05% para 0,51% por causa dos alimentos in natura, com destaque para o item "hortaliças e legumes" (que saiu de 5,11% na primeira prévia de fevereiro para -4,36% agora).

De acordo com Quadros, a deflação desse item é mais uma "devolução" de uma alta surpreendentemente elevada em janeiro, por causa do excesso de chuvas. Ainda assim, ponderou o especialista, a sazonalidade normal dos preços desses alimentos aponta para um cenário favorável apenas em maio, junho e julho.