Lista de Janot não atrapalha votações da reforma da Previdência, diz Marun

Economia

Lista de Janot não atrapalha votações da reforma da Previdência, diz Marun

Redação Folha Vitória

Brasília, 14 - O presidente da comissão que analisa a reforma da Previdência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse após reunião com técnicos do governo, no Palácio do Planalto, que a divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os nomes dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato, não vai atrapalhar as votações do tema no Congresso. "Não vai ter problema nenhum", declarou Marun. "Primeiro porque o presidente da comissão não está na lista e esta certeza existe. Segundo, porque o presidente da República não está na lista", justificou o deputado, acrescentando que, portanto, o esforço do governo em aprovar a reforma não será prejudicado pelas delações.

Marun disse que a reforma vai ser aprovada porque esta ideia está se consolidando entre os deputados. "O diálogo está sendo feito. Mas, cada vez mais, se consolida a noção de que é necessária uma reforma da Previdência. Não é que seja importante. Ela é necessária. Tenho certeza que nós vamos aprovar a reforma necessária e boa para o Brasil", disse ele.

O deputado não quis falar em pontos de resistência que poderiam ser alterados. Insistiu que as propostas que estão sendo apresentadas não são as melhores e que o melhor é o texto base. Segundo Marun, esta discussão ainda levará uns 15 dias, depois serão mais 15 de votação na comissão e, por último, mais 15 dias para a votação no plenário. Ou seja, o calendário seria de mais 45 dias até a aprovação na Câmara, para envio do texto ao Senado. "Esse é o nosso planejamento", emendou ele, reconhecendo que "existem vários temas polêmicos", mas reiterou que não viu nada que melhore a condição previdenciária do Brasil.

O deputado reiterou que hoje 60% da arrecadação brasileira vai para pagamento da Previdência. A cada 2 reais que entram nos cofres da União, salientou, um real vai para Previdência e um real vai para todo o resto de gastos como Segurança, Educação e Saúde. "Não tem almoço grátis", destacou.