Produção industrial cresce 4,1% no Espírito Santo, segundo dados do IBGE

Economia

Produção industrial cresce 4,1% no Espírito Santo, segundo dados do IBGE

Na comparação nacional anual, alta da produção no Espírito Santo foi de 13,4%, a segunda maior, perdendo apenas para Pernambuco com 14,1%

Redação Folha Vitória
A produção do ES foi a segunda maior dentre os locais pesquisados, na comparação anual Foto: R7

Rio - A produção industrial cresceu 4,1% na passagem de dezembro de 2016 para janeiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada na manhã desta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Também registraram alta os estados de São Paulo, Espírito Santo (4,1%), Pará (2,4%), Goiás (2,4%) e Pernambuco (2,1%). Além disso, foram verificados aumentos em Minas Gerais (0,7%), Santa Catarina (0,6%), Amazonas (0,5%) e Rio de Janeiro (0,3%).

A produção, no entanto, caiu em cinco dos 14 locais pesquisados. A queda foi puxada por Bahia (-4,3%), Ceará (-3,4%) e Rio Grande do Sul (-3,1%), locais que registraram taxas positivas no mês anterior: 1,6%, 11,6% e 6,2%, respectivamente. Também registraram queda Região Nordeste (-1,8%) e Paraná (-0,8%).

A média da indústria em janeiro ante dezembro foi de uma queda de 0,1%.

Comparação anual

O IBGE informou também que a produção industrial avançou em 12 dos 15 locais pesquisados em janeiro ante o mesmo mês de 2016. Houve alta de 1,2% em São Paulo, o principal parque industrial do País.

Na comparação nacional anual, alta da produção no Espírito Santo foi de 13,4%, a segunda maior, perdendo apenas para Pernambuco com 14,1%. Segundo o IBGE, teriam acarretado esse crescimento os setores de metalurgia (tubos flexíveis e trefilados de ferro e aço e bobinas a quente de aços ao carbono) e indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural).

Mato Grosso (13,3%) também assinalou avanços mais intensos, com destaque para os setores de produtos alimentícios.

Também registraram alta Goiás (8,5%), Pará (8,2%), Amazonas (7,5%), Santa Catarina (5,6%), Minas Gerais (4,8%), Rio de Janeiro (4,6%), Paraná (4,1%) e Ceará (0,4%).

Na contramão, Bahia (-15,5%) apontou o recuo mais elevado em janeiro de 2017, "pressionado pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica), de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e de indústrias extrativas (minérios de cobre, gás natural e óleos brutos de petróleo)".

Segundo o IBGE, os demais resultados negativos foram observados no Rio Grande do Sul (-4,1%) e na região Nordeste (-2,9%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o total do setor industrial brasileiro teve alta de 1,4% em janeiro.