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CNI: atividade da indústria da construção cai em março

Economia

CNI: atividade da indústria da construção cai em março

Brasília - A atividade da indústria da construção caiu pelo quarto mês consecutivo, segundo Sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira, 25. O indicador de evolução do nível de atividade atingiu 47 pontos em março, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que representa desaquecimento. O indicador que mede a atividade em relação ao que costuma ocorrer nos meses de março também ficou abaixo dos 50 pontos, em 43,5 pontos. Os indicadores da Sondagem variam de zero a cem. Acima de 50 indicam crescimento ou atividade acima do usual e abaixo desse índice significam queda na atividade ou abaixo do usual.

Essa menor atividade se reflete diretamente nas questões financeiras, segundo a CNI. Os indicadores mostram insatisfação dos empresários com a situação financeira e com a margem de lucro no primeiro trimestre, sendo a pior avaliação desses quesitos desde o início da série (dezembro de 2009). Também se intensificou a percepção com relação à dificuldade no acesso ao crédito.

A elevada carga tributária continua como principal problema enfrentado pelo setor no primeiro trimestre deste ano, seguido pela falta de trabalhador qualificado. Em terceiro lugar nesse ranking está a falta de demanda, que cresceu nas assinalações entre os principais problemas apontados pelos empresários. O item foi indicado por 27,8% dos empresários, o que representa uma alta de 9,4 pontos porcentuais em comparação ao quarto trimestre de 2013 e de 5,7 pontos porcentuais em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Com relação à Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que mede o porcentual utilizado no mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário, esse indicador manteve-se estável em março, em 69%, o mesmo nível de fevereiro. Na comparação com março do ano passado, no entanto, o indicador é 1 ponto porcentual menor. O indicador do número de empregados mostrou também nova retração em março, ficando em 46,6 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que significa redução no quadro de funcionários.

Expectativas

Os empresários também estão menos otimistas com relação à evolução do nível de atividade em abril, com indicador de 54 pontos. A CNI destaca que, apesar de estar acima de 50 pontos (o que indica expectativa positiva), o indicador é 1,3 ponto inferior a março.

A expectativa em relação a novos empreendimentos e serviços também caiu de 55 pontos em março para 53,7 pontos em abril. O indicador que mede a expectativa com relação à compra de insumos e matérias-primas manteve-se praticamente estável em 54,2 pontos, ante 54,1 pontos registrados em março. Com relação à expectativa quanto ao número de empregados, também houve queda de 54,1 pontos para 52,7 pontos em abril. A Sondagem Indústria da Construção foi feita no período de 1º a 10 de abril e foram entrevistadas 488 empresas, sendo 165 pequenas, 210 médias e 113 grandes.