Focus volta a elevar projeção para a inflação em 2015, agora de 8,20%

Economia

Focus volta a elevar projeção para a inflação em 2015, agora de 8,20%

Redação Folha Vitória

Brasília - O mercado financeiro elevou pela 14ª semana consecutiva sua projeção para a inflação deste ano medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 6, pelo Banco Central, a estimativa do grupo de economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,13% para 8,20%. Há um mês, a previsão para a alta de preços de 2015 era de 7,77%. O próprio Banco Central espera uma inflação de 7,9% este ano.

No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, a mediana para o IPCA deste ano segue acima da banda superior de 6,5% da meta e passou de 8,33% para 8,44% esta semana. Quatro semanas atrás, estava em 7,97%.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,51%. Já no Top 5, a projeção para a inflação ao final do ano que vem foi mantida em 5,64% - um mês antes estava em 5,45%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do BC divulgado no mês passado, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as estimativas da Focus imediatamente anterior ao documento.

As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente seguem elevadas, mas voltaram a mostrar recuo. Nesta edição de hoje, essa projeção passou de 6,30% para 6,11% - um mês antes estava em 6,53%. No curto prazo, os preços mostram mais descontrole.

Depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e de 1,22% em fevereiro, a projeção para a taxa em março também segue acima de 1%. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas permaneceu em 1,40% - um mês antes, estava em 1,14%. Algum refresco para a inflação mensal é aguardado apenas para abril, quando o índice deve ter alta de 0,64% - acima dos 0,62% previstos na semana anterior e dos 0,58% estimados quatro edições da Focus atrás.