Levy diz que País está tomando decisões difíceis porque há confiança das pessoas

Economia

Levy diz que País está tomando decisões difíceis porque há confiança das pessoas

Redação Folha Vitória

Washington - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou neste domingo, em um debate no Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre política fiscal, que o Brasil está tomando decisões difíceis e fazendo um ajuste das contas públicas de modo a garantir uma base para o crescimento.

"O Brasil está tomando decisões difíceis porque as pessoas confiam. Tivemos que colocar o ajuste fiscal em prática de modo que você tenha uma base sólida para alcançar o crescimento. As pessoas entenderam isso, o Congresso entendeu. Há legitimidade, há transparência", afirmou o ministro.

"Muitos vezes as pessoas pobres pagam um preço alto por um alto déficit - pela inflação ou pela política fiscal", disse o ministro respondendo uma pergunta da plateia sobre os efeitos da política fiscal para os mais pobres. "Ter uma responsabilidade fiscal é muito bom, uma proteção para as pessoas pobres", afirmou.

Levy afirmou que, no pós-crise financeira de 2008, o Brasil tomou medidas anticíclicas que, em seguida, se esgotaram. "O País mudou para políticas menos acomodatícias", disse durante o debate.

O ministro ressaltou a necessidade de os fundos de pensão investirem mais em ativos reais e não apenas em dívida. E muitos desses ativos reais podem estar no exterior, disse o ministro, ressaltando também o papel do mercado de capitais de mobilizar recursos para financiar a infraestrutura.

Ainda no debate, Levy afirmou que é preciso ter um arcabouço sobre como gastar o dinheiro público e discutir sempre o tema com a sociedade. "É preciso desenvolver métricas para medir os resultados", destacou.

Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o Brasil está dando continuidade ao fortalecimento do arcabouço de políticas econômicas na preparação para o momento em que os Estados Unidos elevarem os juros. Essa foi uma das mensagens que Tombini deu a investidores e economistas durante os encontros da reunião de primavera do FMI, que terminou neste domingo, de acordo com informações da assessoria de imprensa do BC.

Um dos pontos para o fortalecimento do arcabouço de política econômica é a ancoragem das expectativas de inflação, ressalta o BC. Tombini deixou claro nos encontros que a intenção é que a inflação possa convergir para a meta oficial de 4,5% em dezembro de 2016.

Tombini ficou três dias em Washington e se reuniu nesse período com um conjunto de 150 pessoas, entre investidores estrangeiros e brasileiros e reuniões bilaterais. O último encontro foi neste domingo, com o diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner.