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China determina que bancos financiem aumento da exportação de aço

Economia

China determina que bancos financiem aumento da exportação de aço

Pequim - Reguladores chineses demandaram nesta quinta-feira que os bancos da China financiem a exportação de aço para ajudar a reduzir o excesso de oferta em um movimento que pode aumentar as tensões comerciais com a Europa e os Estados Unidos.

Pequim enfrenta pressão dos Estados Unidos e da Europa para parar aquilo que os países do ocidente consideram ser uma estratégia para limpar os estoques de aço por meio de uma exportação a preços excessivamente baixos. Washington impôs tarifas antidumping no mês passado ao aço chinês.

A última ordem para o financiamento a exportações é parte das instruções do banco central chinês e de reguladores financeiros para apoiar uma reestruturação das empresas de aço e carvão estatais.

Pequim está tentando encolher companhias inchadas, muitas delas estatais, em indústrias que incluem aço, carvão, vidro, cimento e alumínio, segmento nos quais a oferta tem excedido a demanda. Esse excesso de oferta tem levado a guerras de preço e a fortes perdas.

No último mês, Washington anunciou tarifas antidumping de até 266% para o aço chinês.

Já o governo do Reino Unido enfrenta uma pressão para agir depois que a Tata Steel citou a competição com o aço de baixo custo chinês ao anunciar seus planos este mês de vender operações deficitárias que empregam 20 mil pessoas. Em Bruxelas, trabalhadores da indústria siderúrgica na Europa protestaram em frente à sede da União Europeia.

O apoio dos bancos a companhias de aço e carvão chinesas pode incluir "empréstimos sindicalizados, crédito para exportação e 'project financing'", de acordo com a ordem enviada pelo banco central e por reguladores do mercado de capitais, do setor financeiro e de seguros.

A determinação não incluiu nenhuma meta financeira, mas informou que o financiamento deveria ser estendido para deslocamento de operações para o exterior.

O ministro de recursos humanos da China anunciou planos em fevereiro de eliminar cerca de 1,8 milhão de empregos na indústria de carvão e aço. Pequim anunciou um fundo de 100 bilhões de yuans na semana passada para amenizar os impactos para trabalhadores que perderam seus empregos na reestruturação e ajudá-los a encontrar novos empregos. Metas para outras indústrias ainda devem ser anunciadas.

A China ainda retaliou alguns de seus parceiros comerciais este mês, anunciando tarifas antidumping para o aço da União Europeia, do Japão e da Coreia do Sul. Fonte: Associated Press.