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Especial Mercado Imobiliário: setor apresenta crescimento e perspectiva otimista

ESPECIAL MERCADO IMOBILIÁRIO

Economia

Especial Mercado Imobiliário: setor apresenta crescimento e perspectiva otimista

A expectativa é positiva para o mercado em 2019. No ano passado houve aumento no volume de vendas nos empreendimentos residenciais e comerciais

Breno Ribeiro

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

Diretamente impactado pela crise econômica, o mercado imobiliário capixaba, concentrado principalmente na Grande Vitória, sofre, desde 2013, uma estabilização dos preços devido à baixa velocidade de venda e também à diminuição de lançamentos. Entretanto, o segmento prevê grandes oportunidades de retomada para o mercado nos próximos anos.

Segundo a pesquisa ‘Indicadores Imobiliários’, realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), o Brasil teve um crescimento de 19,2% na venda de imóveis novos em 2018. O levantamento revela que mais de 120.142 unidades foram negociadas, além de 3,1% de crescimento nos lançamentos, com 98.562 novas unidades.

O estudo foi realizado em 80 municípios do país, que representam um terço da população e 41% do PIB nacional, com as principais cidades brasileiras e suas regiões metropolitanas.

Uma amostragem elaborada pela Bureau de Inteligência Corporativa (Brain), em parceria com a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) e Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), registrou ligeiro aumento nas vendas e também no volume de unidades residenciais e comerciais lançadas entre o 1º e o 2º semestre no Espírito Santo.

Veja o gráfico abaixo:

A cidade com maior volume de unidades lançadas foi Vila Velha (944), seguida de Serra (672), Viana (344), Vitória (276) e Cariacica (198). O destaque vai para Viana e Cariacica, que não apresentaram lançamentos no primeiro semestre, já no segundo semestre representaram  22,27% do volume lançado na região metropolitana.

Com relação à tipologia mais ofertada, os imóveis com perfil econômico, com preços até R$ 190 mil (1.358), foram a principal aposta. Em segundo lugar estiveram os produtos de médio padrão, com preços entre R$ 190 mil e R$ 400 mil (489). Juntos, eles corresponderam a 75,88% do total lançado no período de julho a dezembro.

A pesquisa também sinalizou um crescimento das vendas de 17% no estado. No segundo semestre foi registrada a comercialização de 2.276 unidades, enquanto que no primeiro foram 1.885. Neste caso, os imóveis mais vendidos tinham preços entre R$ 190 mil e R$ 700 mil em diferentes pontos da Grande Vitória.

Otimismo

Foto: Divulgação/Pexels

O economista Eduardo Araújo explica que o aumento nas vendas reflete um momento de otimismo do consumidor em relação aos anos anteriores. "É válido ressaltar que essa melhora na perspectiva dos consumidores só vai se consumar após o momento de decisão e definição da economia do Brasil com relação às reformas", afirma Araújo.

Eduardo esclarece que há também o risco de as estabilidades do mercado e do consumidor serem afetadas caso não haja um acordo em relação às reformas. "A economia está ancorada com a perspectiva de aprovação das reformas. Existe um problema no país que, se não for resolvido, a macroeconomia fica desajustada. Se o empresário não investe, a geração de postos de trabalho é impactada. Isso acaba gerando insegurança no consumidor, já que essas relações estão interligadas", comenta o economista.

Retomada

Foto: Divulgação / Pexel

Em 2013, haviam cerca de 36 mil empreendimentos em produção na Grande Vitória. Já em 2019, a produção está em torno de 12 mil. O presidente da Ademi, Sandro Carlesso, explica que essa redução se deu por causa da situação econômica do país. Contudo, segundo Carlesso, já há um movimento das incorporadoras que visa novos lançamentos de produtos.

"Com a crise, o mercado percebeu que haveria dificuldade nos anos seguintes e se reestruturou fazendo redução nos estoques em construção e segurando lançamentos com projetos já aprovados. Houve, de fato, estabilidade dos preços. Porém, hoje já vemos movimentos das incorporadoras, iniciados após as eleições, que projetam a revisão dos produtos e novos lançamentos", fala Carlesso.

Ainda de acordo com o presidente da Ademi, os desdobramentos políticos relacionados à economia do país, que estão em análise como as reformas previdenciária e trabalhista, têm importante papel na retomada do mercado imobiliário. Sandro Carlesso entende que os avanços dessas pautas podem fazer com que a economia do país volte a crescer, criando, assim, confiança nos empresários e compradores.

Confira o áudio:

Sandro Carlesso defende aprovação de reformas para acelerar retomada do mercado

Perfil do consumidor

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-ES), Aurélio Dallapicula, explica que o perfil do consumidor no mercado imobiliário mudou. Segundo ele, o comprador de imóveis está mais exigente e busca por mais garantias e segurança. "Se hoje o consumidor prefere um imóvel mais compacto ou para usá-lo por um menor tempo, os construtores sabem disso e estão atentos para fazer empreendimentos que estejam dentro das novas tendências observadas no mercado imobiliário".

Assista ao vídeo:

Aurélio Dallapicula explica ainda que não há como prever qual será o futuro do mercado imobiliário, mas ele ressalta que a expectativa dos agentes que atuam no segmento é positiva. O presidente do Creci ressalta que as decisões políticas e a economia do Brasil impactam diretamente no resultado do mercado.

"O que será o futuro do mercado imobiliário? Todos perguntam e todos querem saber. Porém, não temos como prever isso. Entretanto, o que esperamos é que a economia brasileira retome os rumos do crescimento também por meio do mercado imobiliário. Já passamos muitas fases de muita insegurança, mas, se o quadro político ajudar, a tendência é que o mercado imobiliário acelere", comenta.

Dallapicula cita que o mercado imobiliário brasileiro tem chamado a atenção do mundo inteiro e, por isso, o progresso é promissor. "A segurança no mercado vai trazer investidores do mundo inteiro. O mundo está de olho no Brasil. A gente espera que a política brasileira nos ajude e, que ainda em 2020, tenhamos ótimos resultados com o mercado imobiliário", finaliza.