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Inflação na Grande Vitória tem queda de 0,63% em um ano, mas preço dos alimentos vão às alturas

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Economia

Inflação na Grande Vitória tem queda de 0,63% em um ano, mas preço dos alimentos vão às alturas

IPCA na região metropolitana ficou em 0,12% em março, segundo o IBGE. No entanto, a inflação no ramo de alimentos e bebidas ficou em 1,13%

Estadão Conteúdo

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Grande Vitória foi de 0,12% no mês de março, segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE). 

O índice ficou ficou um pouco acima da média nacional no período, que foi de 0,07%, a menor inflação desde 1994, quando teve início o Plano Real. Ainda assim, foi inferior ao registrado em março do ano passado, de 0,75%.

No entanto, o capixaba se deparou com preços mais salgados ao ir ao supermercado fazer compras, por exemplo. Isso porque o ramo de alimentos e bebidas registrou inflação de 1,13% em março, contra 0,11% em fevereiro.

Alguns itens, como a cebola e a cenoura, por exemplo, tiveram altas de mais de 20%. Já a alta do tomate foi de 15,7% e dos ovos, de 4,67%. 

O porteiro Arthur Leal conta que ficou refém da alta do leite. "No mês passado eu consegui comprar por R$ 2,50, R$ 2,90. E agora está R$ 3,60, R$ 3,90", reclamou.

Para o economista Eduardo Araújo, a baixa inflação no mês de março se deve ao isolamento social, medida adotada para reduzir a velocidade da propagação do Novo Coronavírus. Segundo ele, nem a alta do dólar teve grande influência no resultado. 

O economista explica que a exceção ficou com os alimentos por causa da demanda da população e das dificuldades para produzir e entregar em meio à pandemia.

"A gente percebe que, de um lado, teve uma pressão para os alimentos. A inflação de alimentos foi um item que pressionou. Mas tiveram os outros itens da economia, principalmente combustíveis, onde a gente teve uma redução significativa. Isso afeta a inflação, de uma maneira geral, e é uma boa notícia para o consumidor, porque você está passando por essa crise com preços relativamente estáveis. Essa pressão inflacionária de itens de alimentação é uma coisa que já começou a aparecer nas estatísticas e pode se acentuar nos próximos dias", afirmou Araújo.

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV