ONS revê volume da Energia Natural Afluente no Sudeste e Centro-Oeste para maio

Economia

ONS revê volume da Energia Natural Afluente no Sudeste e Centro-Oeste para maio

Redação Folha Vitória

São Paulo - O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico divulgou nesta sexta-feira, 8, a primeira revisão das estimativas de volume de chuva e nível de reservatório para o mês de maio, com indicações mais favoráveis do que AS previstas inicialmente. A Energia Natural Afluente (ENA) da região Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento de água do Brasil, deve ser equivalente a 100% da média histórica para meses de maio. Na semana passada, a projeção era de afluências equivalentes a 93% da média de longo termo (MLT).

Confirmada a projeção, o nível dos reservatórios chegará ao dia 31 de maio com o equivalente a 36,5% da capacidade de armazenamento, 0,3 ponto porcentual acima da marca divulgada na semana passada. Na quinta-feira, 7, os reservatórios da região armazenavam o equivalente a 34,24% de sua capacidade.

Maio é o primeiro mês do chamado período seco, que vai até outubro. Para que não haja risco de desabastecimento de energia em 2015, o nível dos reservatórios não pode cair abaixo de 10%. No início desta semana, o diretor geral do ONS, Hermes Chipp, informou que o nível de segurança estará garantido se as afluências na temporada de seca forem equivalentes a 66% da média histórica no período para a região Sudeste/Centro-Oeste.

A ENA prevista para a região Sul foi reduzida de 115% para 107% da MLT. O nível dos reservatórios deve subir dos atuais 32,71% para 44,7% no final do mês. Na semana passada, o ONS projetava o nível em 47,2%.

No caso da região Nordeste, a ENA deve ser equivalente a 59% da média histórica, abaixo dos 67% previstos na semana passada. Os reservatórios, dessa forma, terminarão o mês com o equivalente a 26,8% da capacidade de armazenamento, inferior aos atuais 27,10%. Na semana passada o ONS projetava que o nível dos reservatórios terminaria o mês com o equivalente a 28,7% da capacidade de armazenamento.

Chipp afirmou, na terça-feira, 5, que a margem de segurança das operações dos reservatórios na região Nordeste será garantida se o nível de afluências for equivalente a no mínimo 77% da média histórica durante o período seco. Justamente por conta do número mais elevado e do menor volume de chuvas, o diretor do ONS salientou que a situação do Nordeste é mais preocupante do que a da região Sudeste/Centro-Oeste e por isso o operador reduziria a defluência na bacia do São Francisco.

Na região Norte, aquela que apresenta a situação mais confortável neste momento, a ENA esperada para maio é equivalente a 82,5% da MLT - 4,5 pontos porcentuais abaixo da projeção da semana passada. O ONS acredita que os reservatórios fecharão o mês com 82,5%. Dados referentes a ontem indicam que os reservatórios operavam com 81,89% da capacidade.

O boletim semanal divulgado hoje pelo ONS também aponta que a carga brasileira deve atingir 62.286 MW médios em maio, o que representaria uma queda de 0,9% em relação a maio do ano passado. Na semana passada, o ONS trabalhava com uma expectativa de aumento de 0,9% e uma carga de 63.409 MW médios.

A queda na comparação entre meses de maio é explicada pelas retrações de 2,3% na região Sudeste e de 0,5% na região Sul. Na semana passada, o ONS projetava queda de 0,3% no Sudeste e alta de 3,3% na região Sul. A previsão para a região Nordeste foi elevada de 4,6% para 5,1%. Já na região Norte, a carga esperada indica uma queda de 2,3%, praticamente em linha com a projeção de -2,2% da semana passada.

CMO

O ONS também divulgou hoje o Custo Marginal de Operação (CMO) no período de 9 a 15 de maio para os quatro subsistemas do País. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o indicador foi reduzido em 6%, de R$ 438,97/MWh para R$ 412,51/MWh. Na região Nordeste, o indicador passou de R$ 438,97/MWh para R$ 424,37/MWh, retração de 3,3%. Na região Norte, o indicar foi reduzido em 7,1%, de R$ 100,06/MWh para R$ 92,96/MWh.

Como o CMO é o balizador para o preço de liquidação das diferenças (PLD), e como há um limite no valor do PLD ao teto de R$ 388,48/MWh, ainda não são esperadas mudanças no valor do PLD para a próxima semana nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No caso da região Norte, o número deverá continuar abaixo do teto do PLD. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a responsável pela divulgação do indicador.