Produção menor de indústrias de peso gerou fez queda se espalhar por regiões

Economia

Produção menor de indústrias de peso gerou fez queda se espalhar por regiões

Redação Folha Vitória

Rio - A conjuntura desfavorável da economia e a queda na produção em setores de peso, como veículos e construção civil, têm feito com que o mau momento da indústria se espalhe entre as regiões do País. No primeiro trimestre de ano, houve redução na atividade em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação a igual período do ano passado. No quarto trimestre de 2014, a queda atingiu nove regiões na mesma base de comparação.

"Os setores de veículos e de construção civil têm tido quedas acentuadas. A conjuntura atual não está muito favorável para a indústria, com juros altos, crédito mais caro e crescendo menos, famílias endividadas e confiança em baixa", afirmou Fernando Abritta, técnico da Coordenação de Indústria do IBGE. "A indústria é a que mais sofre (com desaceleração da economia), e ainda tem concorrência de importados", acrescentou.

A queda de 20,7% na produção de veículos no primeiro trimestre deste ano ante igual período do ano passado afetou a produção de São Paulo, Minas Gerais, do Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e de Goiás, citou o técnico. Na Bahia, onde também há presença de indústria automotiva, a produção até subiu. O resultado do Estado, porém, foi negativo no período, diante do recuo de 40,1% na produção de derivados do petróleo.

"Na Bahia, houve paralisações em refinarias para manutenção, além de um acidente. Isso afetou a atividade entre janeiro e fevereiro", explicou Abritta.

No Amazonas, que teve a maior queda trimestral (-17,8% ante o primeiro trimestre de 2014), a indústria de produtos de informática e eletrônicos é o maior peso negativo, com recuo de 37,3% no período. "Isso tem uma explicação. No ano passado, teve a Copa do Mundo, e muitas pessoas compraram televisores. Agora, a demanda está bem atendida, muita gente comprou seu televisor", comentou o técnico do IBGE.

Além disso, segundo Abritta, o momento não é favorável para a venda de bens duráveis, já que as famílias têm freado o consumo desse tipo de bem.