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Austin Rating: saldo comercial de abril vem mais da queda das importações

Economia

Austin Rating: saldo comercial de abril vem mais da queda das importações

São Paulo - O saldo positivo da balança comercial em abril, de US$ 4,861 bilhões, é um bom indicador se visto pela perspectiva da solvência do País em moeda estrangeira. A avaliação é do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Ele projetava para abril um saldo positivo da ordem de US$ 4,710 bilhões. No entanto, Agostini alega não ter o que comemorar, já que o superávit comercial do mês passado se deu mais por conta da queda das importações, ou pela recessão da economia brasileira, do que por um esforço dos embarques para o exterior. Na comparação com abril do ano passado, na medida diária as importações caíram 28,3%, enquanto as exportações cresceram apenas 1,4%.

"Tivemos o anúncio de que foi o melhor resultado da balança para o mês de abril na série histórica. Mas trata-se de um resultado provocado pela forte recessão econômica do País", lamenta o economista.

Para fazer valer os resultados da balança, Agostini defende que o governo aproveite o momento para agregar valor na relação comercial do Brasil, firmando acordos bilaterais com economias em desenvolvimento, mas também com países desenvolvidos demandantes de produtos com maior valor agregado. Deste modo, no futuro, numa eventual nova crise econômica, o País terá mercados para produtos manufaturados.

"Não dá mais para o nosso comércio exterior viver apenas de América Latina e exportações de commodities. Precisamos fazer negócios que nos possibilitem agregar valor em produtos e troca de tecnologias", disse o chefe do Departamento Econômico da Austin Rating.

Essas trocas, de acordo com Agostini, deveriam ser uma das linhas mestras do governo, seja de Dilma Rousseff ou de Michel Temer. "Hoje o Brasil só faz política externa via desvalorização de moeda, e não por ampliação de exportações de produtos manufaturados, de maior valor agregado", criticou.

A Austin Rating trabalha com uma projeção de US$ 40,3 bilhões para a balança comercial acumulada deste ano, mas seu economista-chefe reconhece que o superávit pode até ser um pouco maior. No boletim Focus, a mediana das expectativas já está em US$ 48 bilhões. Para a conta corrente, a previsão da Austin Rating é de um déficit de US$ 30 bilhões, menor que o rombo de US$ 58 bilhões registrado no ano passado. No Focus, a projeção de conta corrente está em -US$ 20 bilhões.