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CNT capta altas de 23,2% de rodovias em 15 anos e de 184% da frota de veículos

Economia

CNT capta altas de 23,2% de rodovias em 15 anos e de 184% da frota de veículos

São Paulo - A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta segunda-feira, 30, os resultados do primeiro Anuário CNT do transporte no Brasil. Os resultados mostram, entre outros dados, que o total de rodovias pavimentadas no País cresceu 23,2% nos últimos 15 anos, passando de 170,9 mil quilômetros com pavimento em 2001 para 210,6 mil quilômetros em 2015 - o resultado corresponde a um crescimento médio de apenas 1,5% ao ano. A frota de veículos, por outro lado, disparou quase 185% em igual período.

"O crescimento (de rodovias pavimentadas) foi somente de 39,7 mil km, para um tipo de transporte que corresponde a mais de 60% das movimentações de carga e a mais de 90% dos deslocamentos de passageiros. O investimento em infraestrutura foi baixo", diz a entidade, em relatório.

Segundo o levantamento da CNT, a malha rodoviária do Brasil em 2015 totalizava 1,72 milhões de quilômetros, sendo 1,352 milhões de quilômetros de vias não pavimentadas (78,6%), 157,5 mil quilômetros de malha planejada (9,2%) e 210,6 mil quilômetros de malha pavimentada (12,2%).

De acordo com o anuário, os Estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km), São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Já aqueles que têm menor malha pavimentada são Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km).

Ainda em relação ao segmento rodoviário, o levantamento revela que a frota de veículos do Brasil passou de 31,913 milhões em 2001 para 90,686 milhões em 2015, uma alta de 184,2%. No período em questão, a frota de motocicletas cresceu 402,2%, enquanto o número de automóveis aumentou 134,6% - o total de ônibus aumentou 115,5% e a frota de caminhões cresceu 81,7%.

Além disso, a CNT revela que a média de idade da frota de ônibus urbanos diminuiu, passando de 5,1 anos em 2001 para 4,7 anos em 2015. "Com ônibus mais novos, aumenta a segurança e a qualidade do serviço prestado aos usuários".

Ferroviário

A pesquisa da CNT também mostra que a produção de locomotivas totalizou 129 unidades em 2015, alta de 61,3% ante as 80 produzidas em 2014, o melhor resultado para o segmento em 15 anos. A produção de vagões, por sua vez, passou de 4.703 unidades em 2014 para 4.683 em 2015, queda de 0,4%. A produção de carros de passageiros no setor ferroviário recuou 13,9%, passando de 374 unidades em 2014 para 322 unidades no ano passado.

Quanto à movimentação de cargas no modal ferroviário, o Anuário revela que, entre 2006 e 2015, foi registrada alta de 39,2% - passando de 238,3 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKUs) em 2006 para 331,7 bilhões de TKUs no ano passado.

Aeroviário e aquaviário

No modal aeroviário, o levantamento revela que, em 2004, o número total de passageiros pagos transportado por ano era de 41,2 milhões e, em 2014, chegou a 117,2 milhões, uma alta de 184,3%. Nos voos domésticos, o total de passageiros aumentou de 32,1 milhões em 2004 para 95,9 milhões em 2014 (alta de 199,9%), enquanto nos voos internacionais o total de passageiros saltou de 9,1 milhões em 2004 para 21,3 milhões em 2014 (aumento de 132,8%).

No entanto, a CNT ressalta que a movimentação do transporte aéreo no Brasil tem sido afetada pela crise na economia. Segundo a entidade, em 2014 o total de voos domésticos recuou 0,5% ante o ano anterior - em 2013, a queda foi de 4,5% na comparação com 2012. Os voos internacionais, por sua vez, registraram ligeiro aumento no período, subindo 3,4% em 2013 ante 2012 e 3% em 2014 ante 2013.

No modal aquaviário, a pesquisa mostra que os Terminais de Uso Privado (TUPs) movimentaram, em 2015, 656,4 milhões de toneladas, quase o dobro da carga movimentada nos portos organizados (351,1 milhões).

A CNT ainda mostra que o setor aquaviário brasileiro registrou um bilhão de toneladas transportadas em 2015 - em 2010, foram 840,3 milhões de toneladas de carga, uma alta de 20% no período.