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M&FBovespa quer ser centro de liquidez da AL até 2018

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Economia

M&FBovespa quer ser centro de liquidez da AL até 2018

São Paulo - A BM&FBovespa quer se transformar em um centro de liquidez regional em um prazo de três a quatro anos, diante de seu foco no processo de internacionalização. "Hoje temos dois centros globais de liquidez, em Nova York e Londres, com liquidez em bolsa e em balcão, e outros de liquidez regionais, como Chicago, Cingapura e Hong Kong. Olhando para a América Latina, o Brasil poderia se apresentar e ser esse 'hub' para a região, devido à infraestrutura que nós temos no País", afirma o presidente da Bolsa, Edemir Pinto, em entrevista ao Broadcast.

O executivo destaca que hoje muito volume sai da América Latina com destino a Nova York e Londres. Segundo Edemir, apesar de não haver números oficiais do volume gerado na região e negociado no exterior, sabe-se que é grande, por conta do baixo montante registrado nas bolsas latinas. "Existe um volume indo para a América Latina e é exatamente esse volume que queremos atrair para o mercado brasileiro", diz o presidente da BM&FBovespa. O volume já negociado fora da América Latina, admite, porém, não deverá trilhar o caminho de volta.

Neste momento, a Bolsa olhará com mais foco e agressividade para o seu processo de internacionalização, projeto que ficou de lado nos últimos anos quando a companhia esteve debruçada na integração das clearings. O ponto de partida, conforme Edemir, será o estabelecimento de parcerias. O momento é adequado para esse passo, segundo ele, já que a prioridade anterior eram projetos que já começaram a ser entregues. "A Bolsa tinha de priorizar alguns projetos, como trading, a questão do risco e datacenter. Com a conclusão e entrega desses projetos prontos, iremos focar na internacionalização e exatamente começando pela América Latina", diz.

A estratégia neste momento, lembra o executivo, será ampliar o relacionamento com as empresas e fundos de pensão da região. Em paralelo, a BM&FBovespa tentará com as bolsas locais melhorar e desenvolver o mercado local, criando um roteamento de ordens a exemplo do acordo que a companhia fez no passado com a Bolsa de Santiago. Um diferencial da empresa para possíveis parceiros, segundo Edemir, é a plataforma de negociação Puma e o sistema de risco. "Poderemos oferecer esses dois produtos às bolsas regionais, algo que não tínhamos antes", completa.

Embora atuar por meio de aquisições não seja o passo inicial, uma vez que o processo de internacionalização se dará via parcerias, uma eventual compra minoritária é um movimento que poderá ocorrer, conforme o executivo. "Essa é uma forma de mostrar comprometimento com o desenvolvimento local", acrescenta. O olhar da BM&FBovespa está voltado neste momento para o Mercosul que na visão de Edemir, poderá gerar bons frutos para o mercado de capitais da região. "Estou colocando muita esperança nas regras do Mercosul porque é algo que já existe e até agora nós não nos debruçamos sobre isso", afirma ele, acrescentando que a ideia inicial da Bolsa é trabalhar com um determinado produto ou segmento, para depois ampliar a integração.

Hoje a Bolsa brasileira já possui algumas iniciativas em torno de sua internacionalização. Com a CME Group, uma parceria estratégica existente desde 2008, na qual ambas as bolsas têm 5% de participação uma da outra, e já existe um roteamento de ordens. Outra iniciativa em termos de internacionalização é com os países do Brics, no qual há uma listagem cruzada de futuros de contratos de índices entre bolsas do Brasil, Índia, Hong Kong e África do Sul. Em breve, segundo a Bolsa, será lançado índice próprio que reflita o comportamento de todas as bolsas, batizado de Bricsmart. Na América Latina, por sua vez, há uma parceria para o desenvolvimento do mercado de derivativos no Chile. (Fernanda Guimarães-fernanda.guimarã[email protected])