Previsão de menor afluência no SE/CO eleva custo de energia no curto prazo

Economia

Previsão de menor afluência no SE/CO eleva custo de energia no curto prazo

Previsões de temperaturas mais amenas, decorrentes de entradas de frentes frias nas próximas semanas, além da diminuição do consumo, influenciaram na carga média prevista para a semana

Redação Folha Vitória
 Para o patamar de carga leve, o PLD fechou 1% mais caro; cargas média e pesada, 3% Foto: ​TV Vitória

São Paulo - O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é a referência para a compra de energia no curto prazo, foi fixado em uma média de R$ 364,27/MWh, para todos os submercados, no período de 20 a 26 de junho. O valor é 2% acima ao da semana anterior. Para o patamar de carga leve, o PLD fechou 1% mais caro, a R$ 353,44/MWh, enquanto, nos patamares de carga média e pesada, o aumento foi de 3%, a R$ 369,53/MWh e R$ 374,92/MWh, respectivamente. As informações são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Influenciou o custo mais alto do PLD a menor afluência prevista para as regiões Sudeste/Centro-Oeste, com queda de 95% para 89% na média histórica.

Por outro lado, as afluências do Sistema Interligado Nacional (SIN) estão a 99% da média histórica, com cerca de 900 MW médios acima das previsões anteriores, como consequência de elevação nas afluências na região sul.

Previsões de temperaturas mais amenas, decorrentes de entradas de frentes frias nas próximas semanas, além da diminuição do consumo, influenciaram na carga média prevista para a semana, que está cerca de 400 MW médios inferior ao esperado anteriormente.

Com a melhora das afluências no Sul, desde a semana passada, os níveis de armazenamento do submercado da região ficaram aproximadamente 2.200 MW médios mais altos. Os níveis subiram 50 MW médios no Nordeste e não tiveram variação no Sudeste. Já no Norte, a variação foi negativa, com 230 MW médios abaixo do previsto.

O atraso no retorno da usina Angra 1, parada desde o dia 7 de maio para reabastecimento de combustível, ocasionou a redução de 518 MW médios de disponibilidade térmica no SIN. Esta redução, em conjunto com a diminuição esperada para outras usinas térmicas, resultou em aproximadamente 950 MW médios a menos de energia no sistema.