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Próxima revisão do PIB pode ser para baixo, admite ministro da Fazenda

Economia

Próxima revisão do PIB pode ser para baixo, admite ministro da Fazenda

Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu nesta segunda-feira, 11, que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana.

As previsões do governo apontam a um crescimento de 2,5% do PIB em 2018, mas hoje o boletim Focus mostrou que o mercado já vê um avanço inferior a 2%.

Após participar de um seminário promovido pelo Goldman Sachs, Guardia reconheceu que, "sem dúvida", a greve dos caminhoneiros trouxe prejuízos ao País, mas avaliou que vê como "exageradas" algumas estimativas sobre o impacto da paralisação no transporte de carga.

Lembrou ainda que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve. Segundo o ministro, a paralisação deve ter impacto temporário na atividade econômica.

"Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Quando fazemos as revisões orçamentárias do ano, sempre saímos com uma nova grade de parâmetros. Esse processo de revisão é contínuo", comentou Guardia.

"Pode ser uma revisão para baixo", acrescentou o ministro ao ser questionado se, na próxima reavaliação do orçamento, o governo poderá reduzir a previsão ao PIB. "Vamos esperar a próxima revisão e divulgar os números. O que não quero é a cada semana sair com projeções diferentes para crescimento."

Guardia reforçou que o País precisa fazer as reformas estruturais para assegurar o crescimento sustentável da economia. Embora tenha admitido a possibilidade de revisão do PIB, o titular da Fazenda pontuou que a economia retomou o crescimento após apresentar, entre 2015 e 2016, a "pior retração de sua história".