ES está entre os 5 estados que mais reclamam da internet no país

Economia

ES está entre os 5 estados que mais reclamam da internet no país

Levantamento feito por empresa que compara performance do serviço de internet banda larga aponta que capixabas registraram 13.562 queixas na Anatel em primeiro ano de pandemia

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

Quem trabalha em casa ou acompanha aulas online já deve ter passado por dias em que a conexão ou estava instável ou nem estava disponível. Como reflexo deste panorama, o consumidores capixabas levaram, durante o período da pandemia, o Espírito Santo para o quinto lugar em n´úmero de reclamações da qualidade do serviço na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O levantamento foi feito pela empresa Selectra, especializada em comparativos de serviços de telecomunicações. 

No estudo, o Estado fechou 2020 com um quantitativo de 13.562 queixas. De janeiro a abril deste ano, já foram 3736 reclamações sobre banda larga. O número, ainda que ligeiramente menor que o mesmo período do ano passado (quando foram registrados 4.788 queixas), manteve-se num patamar alto. 

Para a analista da empresa, Taila Lugarini, a pandemia de covid-19 fez que muitos brasileiros passassem a trabalhar ou estudar de casa o que os deixou mais dependentes do serviço de internet. 

"Os usuários começaram a ser mais exigentes quanto à qualidade do serviço e as operadoras tiveram que se adaptar à situação em que estamos vivendo. Por serem ferramentas para trabalho remoto, estudo à distância, encontros virtuais com amigos, a qualidade se tornou ainda mais requisitada e necessária", sintetiza, lembrando que a banda larga fixa foi o segundo motivo de reclamações na Anatel, com 26,5% da natureza das queixas. Os comparativos entre os planos e performance das operadoras podem ser conferidos neste link

Procon Estadual recomenda registro de denúncias

O diretor-presidente do Procon Estadual, Rogério Athayde, informou que o comprometimento dos serviços de internet por horas ou dias é um fato que deve ser apurado. “Estamos em época de pandemia e a utilização dos serviços de internet tornou-se uma ferramenta ainda mais importante para toda a sociedade”, disse.

Segundo o ranking da entidade, foram 116 atendimentos relacionados à baixa qualidade de internet fixa, entre janeiro e maio deste ano. No ano passado, no mesmo período foram 163. Em todo 2020, o Procon atendeu a 366 solicitações dessa natureza. O número pode ser bem maior se for considerado o atendimento nos setores municipais do Procon.

Rogério Athayde ressaltou ainda que quando os consumidores perceberem falhas na cobertura de serviços da sua operadora de banda larga é fundamental que registrem uma denúncia nos órgãos de proteção e defesa do consumidor e na Anatel, para adoção das medidas cabíveis.

“O registro das denúncias detalhadas do maior número de consumidores contribuirá ainda mais para a atuação do órgão nesta situação, seja para auxiliar os consumidores na solução do problema, seja na aplicação de penalidades. É importante apontar o dia e horário que percebeu a interrupção do serviço e o tempo que ficou sem acesso, além de informar os dados pessoais e da linha telefônica”, explicou o diretor-presidente.

Serviço:

Como proceder sobre reclamações em relação à qualidade da banda larga:

- O consumidor deve registrar sua reclamação na operadora do serviço. Lembrando sempre de solicitar o protocolo desse atendimento. É através desse registro que o consumidor poderá acompanhar o andamento de sua reclamação.

- Se a reclamação à operadora não foi atendida adequadamente ou não foi atendida dentro do prazo estipulado, é o momento para reclamar no Procon e também na Anatel, que é a agência reguladora.

- As reclamações podem ser formalizadas pelo app Procon-ES (Android), pelo e-mail [email protected] ou pessoalmente na sede, que fica no centro de Vitória. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (27) 3323-6237.

- Na Anatel, acesse o serviço "Fale Conosco" no site da agência: www.anatel.gov.br

- Ao registrar a reclamação na Anatel, o consumidor precisa ter em mãos o número de protocolo registrado na prestadora do serviço; o número do telefone com problema, se for o caso; o nome e o CPF do assinante.