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CNI: capacidade instalada da indústria cai em junho

Economia

CNI: capacidade instalada da indústria cai em junho

Brasília - A utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria recuou três pontos porcentuais em junho na comparação com o mês anterior, registrando 68%, ante 71% em maio, conforme a Sondagem Industrial divulgada na tarde desta sexta-feira, 18, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi o pior porcentual do índice para o mês na série histórica, ficando abaixo do nível verificado tradicionalmente nos meses de baixa atividade (dezembro e janeiro).

O indicador de evolução da produção ficou em 39,6 pontos no mês passado, apresentando queda em relação aos 48,7 pontos de maio, registrando o pior desempenho para a série iniciada em 2010. Com isso, o índice marcou o oitavo mês consecutivo abaixo da linha divisória de 50 pontos. A CNI classificou o resultado como um "aprofundamento" do "quadro negativo" da atividade industrial.

A entidade afirma que a Copa do Mundo afetou o desempenho da indústria em junho. "Certamente há aspectos atípicos em junho e a realização da Copa afetou de forma excepcional os resultados do mês", avaliou a CNI.

Os empresários apontaram a falta de demanda como principal causa da queda da atividade. Os estoques voltaram a aumentar e estão acima do planejado pelas empresas, pelo terceiro mês seguido. O indicador de evolução de estoques efetivo ficou em 52,1, pontos em junho, ante 51 em maio. O cenário é pior entre as grandes indústrias, mostrando que há excesso de estoques nesse grupo.

O desempenho da folha de pagamentos da indústria também está distante da linha de 50 pontos, que divide o cenário entre evolução e retração. Esse quesito da sondagem ficou em 45,2 pontos em junho, contra 46,8 pontos em maio. "Isso denota queda mais intensa e disseminada do emprego industrial que nos meses anteriores", afirmou a CNI.

Inadimplência.

No documento da Sondagem Industrial, a CNI afirma que o setor acredita em um "efeito duradouro" de problemas financeiros. A entidade aponta a alta inadimplência e a falta de capital de giro como "problemas que estão ganhando maior importância para as empresas".

O efeito disto tem sido, segundo a CNI, a deterioração das margens de lucro da indústria e da situação financeira das companhias, o que pode afetar os investimentos. "A situação da indústria agravou-se nesse primeiro semestre", diz o documento, que fala que o efeito sobre a economia como um todo pode ser sentido com o aumento nas demissões e no cancelamento de investimentos.

O índice de satisfação com a margem de lucro operacional caiu para 39,3 pontos, o menor desde o segundo trimestre de 2009. A pesquisa ouviu 2.115 empresas de 1º a 11 de julho, sendo 849 pequenas, 770 médias e 496 grandes.