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Awazu: ajuste cobra um preço do crescimento no curto prazo, como esperado

Economia

Awazu: ajuste cobra um preço do crescimento no curto prazo, como esperado

Ele lembrou que o País está apertando as políticas fiscal e monetária e realinhando preços relativos (ou seja, preços regulados ante livres e preços domésticos ante internacionais

Awazu lembrou que, como qualquer ajuste, o atual exige sacrifícios de muitos Foto: R7

São Paulo - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, afirmou que o Brasil está promovendo um ajuste macroeconômico clássico e necessário que, como era esperado, está cobrando um preço do crescimento no curto prazo. Ele lembrou que o País está apertando as políticas fiscal e monetária e realinhando preços relativos (ou seja, preços regulados ante livres e preços domésticos ante internacionais).

"Esse processo de ajuste visa reduzir desequilíbrios macroeconômicos. como nosso déficit em conta corrente, reconstruir nosso espaço fiscal usado durante nossa resposta contracíclica para a crise financeira internacional e redirecionar nossa economia para um novo ciclo sustentável de crescimento", afirmou. Ao mencionar o impacto no crescimento de curto prazo, ele comentou que o BC está "observando cuidadosamente os desdobramentos que derivam da nossa política mas que também têm sido alimentados pelo efeito de eventos não econômicos".

Awazu lembrou que, como qualquer ajuste, o atual exige sacrifícios de muitos, mas visa construir uma base sólida para o novo ciclo de crescimento. Para ele, a melhor contribuição que a política monetária pode dar para as perspectivas de crescimento do Brasil é ajudar na consolidação de um cenário macroeconômico estável e favorável em horizontes mais longos, ao trazer a inflação para a meta e ancorá-la.

Ele aponta que os resultados iniciais de 2015 mostram que o processo de ajuste está funcionando e cita a melhora na conta corrente. O diretor do BC também menciona a ancoragem das expectativas de inflação no médio prazo e cita nominalmente os anos de 2017, 2018 e 2019, para os quais as expectativas já estão no centro de meta, de 4,5%. "Por outro lado, o recente ajuste duplo de preços relativos impactou a inflação na primeira metade de 2015, aumentando a inflação acumulada em 12 meses".

O diretor do BC mencionou também que o Brasil deve continuar com seus esforços para fortalecer os fundamentos econômicos, se preparando para o início da normalização da política monetária nos EUA.