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Arrecadação de junho vem em linha com reação dos indicadores, avalia Receita

Economia

Arrecadação de junho vem em linha com reação dos indicadores, avalia Receita

Agora, os bancos estão ajustando seus pagamentos ao resultado efetivo realizado

Brasília - O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou nesta quarta-feira, 19, que a alta de 3% na arrecadação de junho em relação ao mesmo mês do ano passado veio em linha com a reação dos indicadores macroeconômicos no período.

"O desempenho positivo da produção industrial impactou bastante a arrecadação de junho, assim como as vendas de bens e a alta da massa salarial. Além disso, o valor em dólar das importações continua crescendo, com a melhora da demanda interna", afirmou.

Ele destacou o crescimento - ante junho de 2016 - de 20,65% na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a alta de 2,79% nas receitas do PIS/Cofins. "Isso reflete o aquecimento do consumo e da atividade industrial, que tanto esperávamos. Ficamos bastante animados com o resultado de junho", comemorou Malaquias. "O que aconteceu até aqui foi bastante positivo e a perspectiva é satisfatória", completou.

Para o representante da Receita, a alta da arrecadação em junho desta vez não refletiu nenhum movimento atípico, mas, sim, a sinalização de melhores resultados nos meses à frente. Ele também destacou a receita previdenciária, que cresceu 1,24% no mês passado. "O crescimento do emprego ainda é pequeno, mas essa sinalização é positiva e deve ser tendência para os próximos meses", projetou.

Setor financeiro

Claudemir Malaquias também destacou que a arrecadação do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro ainda tem comportamento negativo. Em junho, houve uma queda de 16% nessas receitas em relação ao mesmo mês do ano passado.

Segundo Malaquias, isso tem ocorrido desde o começo do ano porque o setor financeiro - que contribui pela estimativa mensal - projetou resultado maiores no ano passado, recolhendo mais imposto. Agora, os bancos estão ajustando seus pagamentos ao resultado efetivo realizado.

"Hoje o setor financeiro já está normalizando essa arrecadação. Só no final do ano poderemos fazer uma avaliação completa sobre o desempenho do setor", afirmou.