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Seis a cada dez comerciantes de Vitória veem piora da economia no mês de julho

Economia

Seis a cada dez comerciantes de Vitória veem piora da economia no mês de julho

A avaliação das condições atuais da economia (ICAEC) foi a que registrou a maior queda frente a junho, com 14,1%, marcando 84,1 pontos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Vitória no mês de julho, registrou a maior retração mensal desde abril de 2015. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio), a queda foi de 8,2 frente ao mês anterior, passando de 120,2 para 110,3.

Os três subíndices calculados também apresentaram retração em relação ao mês anterior. A avaliação das condições atuais da economia (ICAEC) foi a que registrou a maior queda frente a junho, com 14,1%, marcando 84,1 pontos. 

Para 61,2% dos varejistas, o componente que avalia a situação atual está pior em relação ao mesmo período do ano e o das expectativas para os próximos meses (IEEC) registrou a segunda queda consecutiva no mês de julho, com recuo de 6,9%, mas ainda permanece no nível otimista com 143,1 pontos. Na comparação anual, os três subíndices apresentaram variações positivas, com destaque para o das condições atuais que cresceu 14,2%. A avaliação das expectativas ficou estável em 0,1% e o dos investimentos cresceu 21,4%.

Para o vice-presidente da Fecomércio, João Elvécio Faé, os números representam o reflexo de uma economia que está estacionada por diversos fatores, como o ano eleitoral e a paralisação dos caminhoneiros.

"Esses números que temos são os reflexos da nossa economia que está parada e da paralisação dos caminhoneiros também que ainda vai continuar refletindo mais para frente. Temos uma outra questão também que são as eleições, então a esperança do comércio, de um modo geral, é ver quem vai ganhar e quais os projetos de governo para então imaginar um cenário melhor para o final de ano e também para 2019", afirma.

Segundo Faé, apesar de trabalhar pensando positivamente, o comércio, de um modo geral, vê um final de ano complicado.

"O comércio tem que trabalhar pensando positivamente, mas vemos um cenário para o fim de ano muito complicado ainda. Vamos ter o Dia dos Pais agora e esperamos que melhore, mas não há muita perspectiva. Depois teremos o Dia das Crianças também e talvez, até lá, o cenário já esteja um pouco diferente. Trabalhamos com a hipótese de alguém que entre para colocar o País para andar porque precisamos recuperar a confiança do Governo e tentar voltar a crescer", destaca. 

Brasil
O ICEC apurado para o Brasil marcou 103,9 pontos no mês de julho de 2018, apresentando recuo de 4,3% em comparação com o mês anterior. Na comparação anual, a confiança do empresário do comércio brasileiro teve crescimento de 2,4%.