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CNI elogia PPI e diz que participação privada melhora serviços e reduz custos

Economia

CNI elogia PPI e diz que participação privada melhora serviços e reduz custos

São Paulo - O novo pacote de concessões e de privatizações no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), anunciado nesta quarta-feira, 23, pelo governo federal, foi considerado positivo pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota a entidade diz que a participação da iniciativa privada em portos, aeroportos e no setor de petróleo e gás melhora a eficiência dos serviços, reduz custos da indústria brasileira e abre caminho para a retomada do crescimento econômico.

"O caminho para a reversão do déficit da infraestrutura passa pelo aumento da participação da iniciativa privada nos investimentos e na gestão de empreendimentos nos setores de transporte, energia e saneamento básico", afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Segundo a CNI, com os investimentos e a experiência do setor privado, as administrações portuárias, por exemplo, terão maior capacidade gerencial e mais força para elevar a eficiência dos portos brasileiros a padrões internacionais. Na avaliação da entidade, a baixa eficiência da administração estatal dos portos está na raiz dos problemas do setor e no volume de investimento insuficiente para atender à expansão do comércio exterior do país.

Eletrobras

Para a CNI, a proposta de privatização da Eletrobras, anunciada na segunda-feira, 21, está na direção correta, mas ainda existem importantes estudos a serem feitos e detalhes que precisam ser esclarecidos. Mesmo assim, a expectativa é que a medida estimule investimentos privados no setor elétrico e contribua para o equilíbrio das contas públicas e para a retomada do crescimento econômico no país.

"As concessões de distribuição, geração e linhas de transmissão abrem caminho para maior concorrência e a consequente redução das tarifas de energia", diz a nota.

Ainda de acordo com a entidade, a confirmação dos próximos leilões do pré-sal também são de grande importância e, sem dúvida, foram viabilizados depois da alteração legislativa que retirou a obrigatoriedade da Petrobras de ser operadora única dos campos de petróleo e gás do pré-sal.