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CNDL: medida do BC para cartões reduz custo de lojista

Economia

CNDL: medida do BC para cartões reduz custo de lojista

Brasília - O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, comemorou a publicação nesta quinta-feira, 25, pelo Banco Central da circular que padroniza a agenda de recebíveis de cartão de crédito. "Isso melhora muito para os lojistas, porque aumenta a concorrência entre os bancos e os comerciantes poderão ter seus custos reduzidos", afirmou em entrevista ao >Broadcast.

A partir de fevereiro do ano que vem, bancos e credenciadores (como Elo, Rede e Cielo) vão ter que usar arquivos de agenda de recebíveis com padrão determinado pelo Banco Central. Essa agenda é um cronograma dos recebimentos previstos pelo estabelecimento comercial com base em suas vendas parceladas de cartões de crédito. A intenção do BC é fazer com que os estabelecimentos comerciais possam antecipar esses pagamentos independentemente do credenciador e do banco que escolherem para manter relacionamento.

Na avaliação de Pellizzaro Junior, quando a medida entrar em vigor certamente os bancos vão criar mecanismos para atrair e fidelizar lojistas, já que, a partir de fevereiro, não haverá mais vínculo obrigatório com o chamado "domicílio bancário", instituição financeira escolhida inicialmente pelo comerciante. "Vemos a medida com muito bons olhos e essa é uma operação com risco zero porque é certeza que a bandeira vai efetuar o pagamento", considerou o presidente da CNDL.

A entidade, de acordo com Pellizzaro, não possui um levantamento de quanto as empresas utilizam dessa antecipação para obter recursos para capital de giro. "As empresas de varejo são, na maioria, pequenas e médias e não divulgam esses dados. Mas é muito grande o volume de dinheiro e de lojistas que usam esse recurso", afirmou.

O dirigente da CNDL disse ainda que a entidade fará campanha para divulgar essa nova circular do BC. A intenção é que os lojistas estejam preparados para usar o novo mecanismo a partir de fevereiro, quando há ainda um grande volume de vendas parceladas decorrente do Natal. "A nossa reclamação é que essa medida podia ter vindo um pouco antes para pegar, justamente, as vendas de final de ano", criticou.