Líder do AIIB diz que até 20 países querem entrar no banco liderado pela China

Economia

Líder do AIIB diz que até 20 países querem entrar no banco liderado pela China

Redação Folha Vitória

Cingapura - O Banco Asiático de Infraestrutura e Investimento (AIIB, na sigla em inglês), uma instituição liderada pela China, já recebeu até 20 sondagens de possíveis novos membros, afirmou seu presidente designado, Jin Liqun. O banco deve começar a financiar seus primeiros projetos em até seis meses, segundo ele.

Durante conferência em Cingapura, Jin garantiu que o novo banco não selecionará projetos para favorecer companhias chinesas e não agirá como um "banco da China". De acordo com o economista, o AIIB investirá em projetos de infraestrutura como rodovias e no setor elétrico, mas pode expandir seu portfólio para investimentos associados, como em meio ambiente.

"Alguns projetos estão bastante avançados", comentou Jin. O AIIB foi lançado em junho com representantes de 57 países presentes, sendo que 50 deles já haviam assinado sua entrada na iniciativa. O banco sediado em Pequim é um dos vários projetos que o presidente Xi Jinping lançou recentemente, a fim de expandir a influência e o peso financeiro do país no Sudeste Asiático e na Ásia Central.

O banco foi apontado como uma vitória da propaganda chinesa, quando aliados dos EUA como o Reino Unido e a Alemanha decidiram participar. "O AIIB será um bom cidadão global", afirmou Jin, que foi apontado no mês passado como líder interino da instituição, após ser vice-ministro das Finanças da China. Segundo ele, haverá transparência, abertura, independência e prestação de contas na instituição.

Jin lembrou que Pequim é o maior acionista, mas isso não significa que o AIIB é um banco da China. Pela estrutura do banco, a China tem mais peso nas decisões, como acionista majoritária, mas o país desistiu de seu poder de veto nas operações do dia a dia, o que ajudou a conquistar o apoio de vários membros.

É razoável que o AIIB espere uma taxa de retorno de até entre 6% e 10%, segundo Jin, que não mencionou um prazo para o retorno dos investimentos. "No geral, o banco tem que ser rentável", ponderou. "Nós não devemos ter muito apetite por risco, mas sem risco não há retornos", disse. Fonte: Dow Jones Newswires.