Líder do governo diz trabalhar para votar MP do Refis na próxima semana

Economia

Líder do governo diz trabalhar para votar MP do Refis na próxima semana

Redação Folha Vitória

Brasília - O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou nesta quinta-feira, 21, ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que trabalha para votar na próxima semana, no plenário da Casa, a medida provisória (MP) que cria o novo Refis, programa de parcelamento tributário para devedores da União.

Ele admitiu que deixar a proposta caducar, informação que circulou nos bastidores na quarta-feira, 20, geraria insatisfação entre os parlamentares da base aliada, o que não é bom em meio à expectativa da chegada à Câmara da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Acho que hoje definimos o texto. Minha posição é de votar. Não vejo chance de caducar", afirmou Ribeiro ao Broadcast. Segundo ele, o relator da proposta, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), e outros parlamentares devem negociar o texto a ser votado em reunião nesta quinta no Palácio do Planalto.

Aguinaldo afirmou que "basicamente" o único ponto de divergência é em relação à unificação dos regimes do Refis, para dar as mesmas regras de adesão para aqueles que têm dívidas com a Receita Federal e com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Um dos parlamentares envolvidos nas negociações sobre o Refis, o deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR) afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse na quarta que fará todos os esforços para votar a MP na próxima terça-feira, 26, para que a proposta siga para o Senado, onde precisa ser votada antes de 11 de outubro, quando perde a validade.

Kaefer afirmou que, nessa quarta-feira, circulou nos bastidores notícia de que a equipe econômica quer deixar a MP caducar, pois já teria arrecadado cerca de R$ 6 bilhões com o programa até agora, de acordo com as regras previstas no texto original da proposta. "Mas ninguém falou oficialmente isso", ponderou.

O deputado paranaense afirmou que, caso essa ideia da equipe econômica seja verdade, o governo estará "cavando" um problema com parlamentares da base aliada e com o empresariado. "Os empresários estão esperando e vão ficar frustrados se isso acontecer. Não vai ser bom para o governo", disse.