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Aumento de juros nos EUA deve impulsionar emergentes, diz dirigente da Pimco

Economia

Aumento de juros nos EUA deve impulsionar emergentes, diz dirigente da Pimco

Nova York - Para muitos investidores, a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) finalmente aumentar as taxas de juros é um problema que pode reduzir os preços de ativos em mercados emergentes, especialmente nos países que se beneficiaram de um período prolongado de dinheiro fácil, como o Brasil.

Mas Andrew Balls, diretor da Pimco, que supervisiona aproximadamente US$ 460 bilhões em ativos em todo o mundo, pensa diferente. Para o especialista, um aumento dos juros pode causar, inicialmente, volatilidade, mas também seria o momento de comprar ativos nos mercados emergentes novamente.

"Agora há muito menos risco nos mercados emergentes que nos últimos dois anos", disse.

"Se a elevação pelo Fed acontecer e o mundo não parar de girar, então você remove uma grande fonte de risco que está pesando nos países emergentes", disse Balls em uma série de entrevistas concedidas ao Wall Street Journal, ressaltando que uma elevação seria positiva para esses mercados.

Os emergentes têm sofrido em 2015. O índice de referência da J.P. Morgan Chase para bônus dos governos de mercados emergentes - que acompanha a dívida em moeda local -, registrou um retorno total de menos de 9,4% neste ano até o dia 16 de outubro.

Para Balls, a melhor escolha para se comprar é o Brasil. O real caiu 32% em relação ao dólar em 2015, na esteira do colapso dos preços das commodities e da agitação política, enquanto o rendimento do débito do governo em moeda local, com prazo de 10 anos, está em torno de 16%.

Balls detém uma posição pequena, mas disse que iria comprar mais, com sinais de estabilização política. Ele também afirmou que o Banco Central poderia intervir para fortalecer a moeda e cortar as taxas de juros, o que deve impulsionar o mercado de bônus.

Ele já tem grandes apostas no fortalecimento da rupia indiana e no débito em moeda local do México.

Balls é um dos maiores investidores em bônus no mundo. Ele se juntou à Pimco em 2006 e foi promovido a diretor de investimentos para renda fixa global em setembro do ano passado, depois da saída do cofundador da empresa, Bill Gross. Fonte: Dow Jones Newswires.