Caixas-eletrônicos podem ficar sem dinheiro durante greve de bancários no Estado

Economia

Caixas-eletrônicos podem ficar sem dinheiro durante greve de bancários no Estado

Presidente do Sindfortes disse que o acerto será conversado com o Sindbancários ainda esta semana, caso não haja avanço nas negociações e frisou também que o movimento não é grevista

A greve de bancários começou na semana passada Foto: Divulgação

O Sindicato de Trabalhadores em Carro-forte, Guarda, Transporte de Valores, Escolta Armada e Tesouraria do Espírito Santo (Sindfortes/ES), responsável por abastecer os caixas eletrônicos do Estado, estudam a possibilidade de parar o serviço em apoio à greve dos bancários, iniciada na última terça-feira (6). A ação visa apoiar a categoria e abreviar as negociações entre bancos e bancários.

“Somos parceiros do Sindbancários e consideramos um absurdo um aumento inferior ao índice da inflação, como o proposto pela Federação de Bancos. Além disso, a paralisação dos serviços nos bancos afeta também a atividade dos trabalhadores da nossa categoria, com a diminuição do serviço; por isso procuramos dar celeridade ao processo de negociação”, explicou o presidente do Sindfortes/ES, Wildson Damacena.

O dirigente sindical disse também que o acerto sobre a parada no serviço será conversado com o Sindbancários ainda esta semana, caso não haja avanço no Acordo Coletivo. Damacena frisou também que o movimento não é grevista, apenas uma ação de apoio aos bancários; a ação deve atingir todo o país.

Bancários pedem

O movimento grevista dos bancários reivindica da Federação Nacional dos Bancos um reajuste salarial de 16%, participação nos lucros de três salários acrescidos de R$ 7.246,82, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese em junho, além de reajustes nos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá.

Os grevistas querem também melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. O acordo prevê também Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação e esquema de prevenção contra assaltos e seqüestros.