Gastos com lazer no Dia das Crianças sobem acima da inflação, diz FGV

Economia

Gastos com lazer no Dia das Crianças sobem acima da inflação, diz FGV

Apesar do aumento real em gastos com lazer, a variação média dos produtos e serviços mais procurados para a comemoração do Dia das Crianças ficou em 9,19%, pouco abaixo da inflação geral

Redação Folha Vitória
Lazer no Dia das Crianças está mais caro, diz estudo  Foto: Divulgação

Rio - Os gastos com lazer no Dia da Criança serão o item que mais vai onerar o bolso das famílias este ano, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Os preços desse segmento subiram em média 10,14% nos 12 meses até setembro deste ano, de acordo com dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O aumento está acima da inflação geral no período, que avançou 9,65%. "Nesta classe de despesa, chamam a atenção os aumentos registrados em salas de espetáculo, como cinemas, teatros e shows (19,46%), sanduíches (12,20%), sorvetes fora de casa (11,67%), entre outros", comenta o economista André Braz, pesquisador do Ibre/FGV.

Apesar do aumento real em gastos com lazer, a variação média dos produtos e serviços mais procurados para a comemoração do Dia das Crianças ficou em 9,19%, pouco abaixo da inflação geral. Isso porque as despesas com presentes e com itens de vestuário tiveram reajustes bem mais amenos do que a média.

No caso dos presentes, a alta foi de 4,68% no período. Enquanto as bonecas ficaram 8,38% mais caras em 12 meses, produtos como aparelhos de TV e videogame tiveram queda nos preços.

Já os itens de vestuário subiram 5,53%. "As roupas registraram alta de 3,83% e não superaram a inflação. Já os preços dos calçados subiram 10,75%, superando o IPC", comenta Braz.

Recentemente, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou que espera, para o Dia das Crianças em 2015, a primeira queda nas vendas desde 2004, quando a entidade começou a fazer o acompanhamento. O recuo deve ser de 2,8% sobre 2014, e os setores mais afetados serão o de hiper e supermercados, o de vestuário e o das livrarias.

"O desempenho do faturamento real do varejo nessa data comemorativa insere-se em um contexto mais amplo, no qual a contração do mercado de trabalho e principalmente o encarecimento do crédito restringem a manutenção do ritmo de consumo verificado nos últimos anos", afirma a CNC.