Líder do PMDB apoia Levy e defende discussão sobre CPMF e reforma previdenciária

Economia

Líder do PMDB apoia Levy e defende discussão sobre CPMF e reforma previdenciária

"O governo deveria mandar uma reforma no sistema previdenciário. A conta da Previdência não se sustenta mais sob pena de o regime estar inviabilizado para futuras gerações"

Redação Folha Vitória
Deputado Leonardo Picciani (RJ), defendeu a discussão da recriação da CPMF Foto: Reprodução

Brasília - O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), defendeu, em sessão no plenário da Câmara para debater a crise da economia, a discussão da recriação da CPMF e fez um discurso de apoio ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também presente à sessão. "Levy tem sido sempre aberto ao diálogo com esta Casa", disse nesta quarta-feira, 14, se referindo às medidas encaminhadas ao Congresso para eliminar o déficit orçamentário do próximo ano.

Também em linha com Levy, Picciani defendeu o envio de uma reforma previdenciária. "O governo deveria mandar uma reforma no sistema previdenciário. A conta da Previdência não se sustenta mais sob pena de o regime estar inviabilizado para futuras gerações", ressaltou. Para Picciani, os que já vêm contribuindo, entraram na profissão sob o regime atual, mas, para as futuras gerações, é preciso ajuste.

PT cobra preservação de programas sociais

Já o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), minimizou as críticas do PT ao ministro da Fazenda. Ele deu apoio ao ministro, que enfrenta resistências dentro do partido, mas cobrou do ministro a preservação das conquistas do governo petista com os programas sociais. O líder petista afirmou que a "política do ministro Levy é a política da presidente Dilma Rousseff".

"Tem críticas dentro do PT. Tem críticas na base. Tem. Mas qual é o problema?", indagou o líder do governo. Na defesa do ministro, que na terça-feira, 13, recebeu críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Guimarães, enfatizou que Levy tem do governo da presidente Dilma Rousseff todo o reconhecimento na condução das transformações pela retomada do crescimento.

Apesar dos afagos, o líder do governo deu um recado ao ministro, afirmando que "ninguém" quer acabar com o programa Bolsa Família. Ele frisou que o Bolsa Família não é uma questão menor. "É questão fundamental", afirmou Guimarães, destacando que o programa dá sustentabilidade ao crescimento das regiões brasileiras.

Apesar do recado, o líder disse que Levy tem a qualidade de ser afeito ao diálogo e de não se acastelar no Ministério da Fazenda. "Vamos juntos superar as dificuldades", disse Guimarães a Levy.

O líder do governo também defendeu a reforma da Previdência, a CPMF e a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU),mecanismo que dá mais flexibilidade ao governo para administrar as despesas. "O governo tem absoluta tranquilidade em dizer duas coisas: é fundamental fazer algumas reformas. A reforma da Previdência está na ordem do dia", afirmou. Segundo ele, o governo formou o Forum da Previdência e "já, já, amanhã" vai vamos começar a debater a reforma.

Sobre a volta da CPMF, José Guimarães afirmou que o governo quer reformular a "ideia brilhante do PSDB" (partido que propôs o tributo) e associá-la à assistência social e com divisão dos Estados e municípios. "Não se trata de criar tributo novo", afirmou. Dirigindo-se ao ministro, ele disse que os esforços do governo estão concentrados na retomada da economia.

Em resposta às provocações da oposição, José Guimarães disse que "a presidente Dilma não vai cair agora e muito menos em março". Pouco antes, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) havia dito ao ministro que a presidente Dilma iria cair em março. "Estamos legitimados por 54 milhões de brasileiros. Não se governa no tapetão. Não se pede impeachment de ninguém com uma lupa, arrumando algum motivo", atacou. Ele defendeu que a discussão com Levy fosse feita em torno do futuro do País.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu a CPMF. "A CPMF é um imposto correto, atinge a todos igualmente", ressaltou a deputada.