Gasolina estabiliza preço após 7 semanas de alta e é vendida entre R$ 5,89 e R$ 6,49 no ES

Economia

Gasolina estabiliza preço após 7 semanas de alta e é vendida entre R$ 5,89 e R$ 6,49 no ES

No Brasil, de 26 de setembro a 2 de outubro, os valores variaram de R$ 5,149, preço mínimo, a R$ 7,167, máximo por litro

Foto: Agência Brasil

O preço médio da gasolina nos postos de combustíveis do país se estabilizou em R$ 6,092 o litro, após sete semanas seguidas de altas. Segundo último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 26 de setembro a 2 de outubro, os valores variaram de R$ 5,149, preço mínimo, a R$ 7,167, máximo por litro.

No Espírito Santo, o levantamento da ANP aponta que, das seis cidades capixabas pesquisadas, Guarapari possui o menor e o maior valor da gasolina comum, variando entre R$ 5,89 e R$ 6,49, com preço médio de R$ 6,113.

O acompanhamento dos valores também é realizado nas cidades de Aracruz, Cariacica, Linhares, Serra e Vitória. Na capital capixaba, por exemplo, o valor do combustível varia entre R$ 6,17 e R$ 6,29.

Veja tabela completa da semana anterior:

Foto: ANP

Brasil registra estabilidade no preço da gasolina

Enquanto o valor médio no Brasil não mudou de patamar, o mínimo passou de R$ 5,049, na semana anterior, para R$ 5,149. O preço máximo teve uma queda de 0,9%, de R$ 7,236 para R$ 7,167.

O diesel, que teve aumento de quase 9% nas refinarias em 28 de setembro, registrou alta nos postos de 1,9%, passando de R$ 4,707 para R$ 4,801. Já o etanol subiu 0,4%, de R$ 4,715 para R$ 4,736. No entanto, o preço máximo chegou a R$ 7,199.

O último aumento da gasolina foi realizado nas refinarias da Petrobras em 12 de agosto, da ordem de 3,5%. No ano, o combustível já subiu cerca de 51%. Somente neste ano, o preço médio cobrado pelo litro da gasolina saltou 35,9%, de R$ 4,483 para R$ 6,092. A variação do etanol é ainda maior, de quase 50%.

Outros variáveis do petróleo também seguiram a tendência de alta. No caso do gás de cozinha, o aumento gira em torno de 30%, com botijões chegando a custar R$ 130 em algumas regiões do país. Enquanto isso, o incremento do diesel está na casa dos 28%.

Governo federal pede uniformização de ICMS

Medidas para barrar a alta dos combustíveis, que têm puxado a escalada da inflação no país, passaram a ocupar o topo de prioridades do governo federal. O presidente Jair Bolsonaro entrou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para obrigar o Congresso Nacional a editar, em 120 dias, uma lei com o objetivo de uniformizar as alíquotas praticadas pelos Estados no ICMS dos produtos, parte dos fatores pelos quais o governo justifica o aumento nos preços.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que deve votar na próxima quarta-feira a proposta que altera a cobrança do ICMS dos combustíveis, com o objetivo de baixar os preços.

Segundo ele, pelo projeto o valor do imposto seria calculado a partir da variação do preço dos combustíveis nos dois anos anteriores. O presidente avalia que haveria uma redução imediata de 8% no preço da gasolina, 7% no do álcool e 3,7% no do óleo diesel. Lira explicou que a proposta vai alterar a Lei Kandir e não vai mexer na autonomia dos estados.

O ICMS sobre os combustíveis é cobrado considerando uma alíquota — que varia por estado — sobre o preço do produto. Para definir esse preço, atualmente, os estados fazem uma pesquisa quinzenal nos postos.

Ao mesmo tempo, a Petrobras iniciou uma campanha de esclarecimento sobre o preço da gasolina, buscando mostrar que recebe R$ 2 do valor de venda da gasolina nas bombas e destacar, em linha com a visão de Bolsonaro, o peso do ICMS na formação dos preços finais.

Além do valor nas refinarias e dos impostos, os preços dos combustíveis no Brasil também levam em conta fatores como as margens de distribuição e revenda.

ES congela valor do ICMS

Na última semana, o Governo do Estado decidiu congelar a atualização do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) pelos próximos meses, caso sejam registrados novos aumentos no preço dos derivados de petróleo, como a gasolina e o gás de cozinha.

O valor é a base de cálculo para cobrança do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

A decisão foi anunciada pelo governador do Estado, Renato Casagrande, após reunião com o secretário de Estado da Fazenda, Marcelo Altoé. A medida pretende evitar novo aumento no preço pago pelo consumidor nos postos de combustíveis.

Para entender a medida, é preciso, antes, compreender a relação entre o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final e os impostos. Nesse caso, utiliza-se o diesel, que tem alíquota de 12%, como exemplo para ilustrar o cálculo.

Com informações do Portal R7