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Clima econômico na AL piora, segundo a FGV

Economia

Clima econômico na AL piora, segundo a FGV

Rio - O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina caiu 4,8% no trimestre encerrado em outubro em comparação aos três meses até julho, para 80 pontos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo. Em julho, o índice trimestral havia registrado 84 pontos.

De acordo com os componentes do indicador, houve piora principalmente na percepção do cenário atual. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu de 72 pontos para 64 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) se manteve nos 96 pontos. "Todos os indicadores encontram-se na zona desfavorável (abaixo dos 100 pontos) de clima econômico", ressaltou a FGV, em nota.

Entre os 11 países-alvo da pesquisa, cinco apresentaram melhora no clima econômico, entre eles o Brasil. O indicador do País passou de 55 pontos em julho deste ano para 57 pontos no trimestre encerrado em outubro, uma alta de 3,6%. O resultado ocorre após uma queda de 22,5% ante os três meses até abril. Na comparação com o trimestre até outubro de 2013, houve recuo de 40,0%.

Com a melhora discreta, o ICE do Brasil passou novamente o indicador da Argentina, que caiu de 57 pontos para 47 pontos. Nos dois trimestres anteriores, o País havia ficado em situação pior que o vizinho. O indicador de clima econômico brasileiro ainda supera o da Venezuela, que permanece no valor mínimo de 20 pontos.

Já entre os países que pioraram na América Latina estão México (-5%), que passou para a zona desfavorável, Chile (-15,7%) e Colômbia (-10,7%).

Em nível mundial, o ICE teve piora de 14,0% e alcançou 112 pontos no trimestre até outubro, de 130 pontos na leitura anterior. A piora do ICE mundial decorreu da queda do indicador nas principais economias: União Europeia (-13%), China (-13%) e Estados Unidos (-8,3%). "A queda significativa do indicador sinaliza uma piora do cenário econômico mundial para os próximos seis meses", disse a FGV, em nota.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região. Para a edição até outubro de 2014, foram consultados 1.108 especialistas em 120 países. Na América Latina, foram 140 analistas ouvidos. A escala oscila entre o mínimo de 20 pontos e o máximo de 180 pontos. Indicadores superiores a 100 estão na zona favorável e abaixo de 100 na zona desfavorável.